Questão FC514372
Uma paciente de 44 anos de idade foi atendida em consulta ambulatorial. Relatou diagnóstico de síndrome do túnel do carpo, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes do tipo 2
Cardiologia
CEBRASPE (CESPE) · 2025
Uma paciente de 44 anos de idade foi atendida em consulta ambulatorial. Relatou diagnóstico de síndrome do túnel do carpo, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes do tipo 2 (DM2) havia cinco anos, em uso regular de anlodipino, enalapril, hidroclorotiazida, metformina e vildagliptina nas doses máximas preconizadas. Ela mencionou lombalgia e hiperidrose. Ao exame físico, apresentava hiperlordose lombar, prognatismo mandibular, circunferência abdominal de 98 cm, pressão arterial de 154 mmHg × 98 mmHg (média de três medidas) e frequência cardíaca de 60 bpm, além de dor e limitação articular na região lombar. Os demais achados do exame físico mostraram-se normais. Foram pedidos alguns exames laboratoriais de rotina cujos resultados revelaram: triglicerídeos de 198 mg/dl, colesterol total de 240 mg/dl; HDL colesterol de 30 mg/dl, LDL colesterol de 170 mg/dl, glicemia de jejum de 150 mg/dl e hemoglobina glicada de 8%.
Os demais exames não revelaram anormalidades significativas e o eletrocardiograma obtido é apresentado a seguir.

Acerca desse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir.
O diagnóstico etiológico será elucidado com a dosagem das metanefrinas urinárias de 24 horas.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A afirmação é errada porque o quadro clínico orienta para acromegalia, não para feocromocitoma. Sinais como prognatismo mandibular, síndrome do túnel do carpo, hiperidrose, lombalgia por alterações esqueléticas e resistência insulínica são característicos de excesso de GH/IGF‑1.
A dosagem de metanefrinas urinárias de 24 h é utilizada para investigar feocromocitoma/paraganglioma, que costuma cursar com cefaleia, palpitações, sudorese e hipertensão paroxística. Esses achados não são predominantes aqui.
O exame apropriado inicial é medir IGF‑1; se elevado, confirma‑se com teste de supressão de GH pela sobrecarga oral de glicose e, na sequência, RM de sela túrcica para localizar adenoma hipofisário. Ainda, plasma livre de metanefrinas é mais sensível que a coletação de 24 h quando há suspeita de feocromocitoma.
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