Questão FC590964
Esta Capitania [São Paulo], no século XVIII, era marcada pela convivência entre homens e mulheres brancos, pobres e ricos, indígenas escravizados e administrados, africanos e afrod
História do Brasil
CEBRASPE (CESPE) · 2021
Esta Capitania [São Paulo], no século XVIII, era marcada pela convivência entre homens e mulheres brancos, pobres e ricos, indígenas escravizados e administrados, africanos e afrodescendentes cativos, e também por bastardos, filhos resultantes da miscigenação.
Bruna Portela. Gentio da Terra ou da Guiné? A trajetória da família de Aleixo dos Reis Pinto em busca de liberdade.
Comarca de Paranaguá, século XVIII. In: Hilton Costa, Jonas W. Pegoraro e Milton Stanczyk Filho. O Paraná pelo Caminho:
histórias, trajetórias e perspectivas. v. 2. Curitiba: Máquina de Escrever, 2017 (com adaptações).
A respeito da escravização de pessoas e da economia na parte sul da Capitania de São Paulo entre os séculos XVIII e XIX, assinale a opção correta.
- No sul da Capitania de São Paulo, durante o século XVIII, era vergonhoso ser proprietário de outro ser humano.
- A transição da mão de obra ameríndia para a africana, no território que viria a constituir o estado do Paraná, foi fundamentalmente motivada pela descoberta de diamantes no rio Tibagi.
- Diferentemente de outros locais da colônia americana, no sul da Capitania de São Paulo, o uso de mão de obra escravizada estava voltado, principalmente, ao mercado interno.
- Na região que se tornou o atual estado do Paraná, o uso de mão de obra escravizada, entre os séculos XVIII e XIX, estava concentrado na indústria e na grande lavoura.
- Até meados do século XVIII, não se verificava a presença de ameríndios na sociedade da Comarca de Paranaguá.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Na parte sul da Capitania de São Paulo, entre os séculos XVIII e XIX, o uso de mão de obra escravizada orientou-se sobretudo para o mercado interno.
Isso ocorreu porque a economia regional era baseada em pequenas propriedades, criação de gado, produção de alimentos e serviços urbanos, além do fornecimento de mantimentos e mão de obra às regiões mineradoras. A escravidão alcançava indígenas e africanos empregados em lavouras de subsistência, nos currais, no transporte por tropeiros e em trabalhos domésticos.
Assim, a lógica econômica privilegiava o consumo local e as trocas internas, e não a produção voltada essencialmente para exportação em larga escala.
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