Questão FC591440
“Pedro Melo Albuquerque possuía uma boa casa, construída por ele próprio, atijolada, cercada de altos muros crivados de cacos de vidro no topo. Melhor do que a do Coronel Pedro de
História do Brasil
COPESE UFT · 2024
“Pedro Melo Albuquerque possuía uma boa casa, construída por ele próprio, atijolada, cercada de altos muros crivados de cacos de vidro no topo. Melhor do que a do Coronel Pedro de Melo, só mesmo a casa de sua cunhada Benedita Fernandes de Melo. Aquela segurança toda dos muros da casa do Coronel Pedro tinha por escopo prender a criadagem, descendentes de antigos escravos, mantidos ali no regime de escravidão.”
Fonte: ELIS, Bernardo. O tronco. Rio de Janeiro: José Olympio, 2008, p. 27 (adaptado).
O romance de Bernardo Élis é baseado na Chacina do Duro, ocorrida em 1918. Esse episódio violento ficou marcado na memória tocantinense. Pela Lei n. 2194, de 10/11/2009, publicada no DOU/TO n. 3.013, foi reconhecido como bem material do Tocantins a:
- Casa do Coronel Joaquim de Sena e Silva, em Arraias.
- Casa do Coronel Evaristo Bezerra, em Paranã.
- Casa do Senhor Osvaldo Ayres, em Porto Nacional.
- Casa do Coronel Wolney, em Dianópolis.
- Casa do Coronel Manuel Caiado, em Vila Boa.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa D indica a Casa do Coronel Wolney, em Dianópolis, reconhecida pela Lei n. 2194, de 10/11/2009, como bem material do Tocantins.
Esse tombamento formaliza a relação direta do imóvel com a Chacina do Duro (1918), episódio que marcou a memória local e inspirou relatos literários como O tronco. O reconhecimento no Diário Oficial do Estado consolida a função da casa como testemunho histórico.
A preservação jurídica busca proteger a edificação e seu entorno, garantindo salvaguarda do patrimônio construído e possibilitando a interpretação pública dos fatos, a memória das vítimas e o estudo crítico da história regional.
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