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Questão FC688136

Segundo Santos (in GONÇALVES e BRANDÃO, 2011), há duas grandes concepções sobre a infância e a juventude que predominaram no Brasil, em certos períodos históricos: a doutrina do me

Psicologia Jurídica (inclui Mediação e Conciliação de Conflitos)

QUADRIX · 2025

Segundo Santos (in GONÇALVES e BRANDÃO, 2011), há duas grandes concepções sobre a infância e a juventude que predominaram no Brasil, em certos períodos históricos: a doutrina do menor em situação irregular e a doutrina da proteção integral da infância e juventude. Em relação a essas duas doutrinas, julgue os itens a seguir.

 

I A doutrina do menor em situação irregular apenas foca as crianças e adolescentes abandonados e delinquentes como objetos do direito, não se atendo às outras crianças e adolescentes. Na prática, focava os adolescentes e crianças mais pobres, mais passíveis de serem abandonados ou de cometer infrações, dada a carência material.

 

II Historicamente, durante o período de vigência da doutrina do menor em situação irregular, a criança ou o adolescente que não fosse incluso nessa situação, estaria à mercê de sua família ou de outros agentes sociais, não tendo reconhecimento como sujeito de direitos.

 

III O Estatuto da Criança e do Adolescente segue a doutrina de proteção integral da criança e do adolescente, apesar de sofrer resistência dos meios jurídicos para sua integral aplicação, pois muitos operadores do direito ainda se apegam à concepção menorista, presente nos anteriores Códigos de Menores de 1923 e 1979.

 

Assinale a opção correta.

  1. Somente o item I está certo.
  2. Somente os itens I e II estão certos.
  3. Somente os itens I e III estão certos.
  4. Somente os itens II e III estão certos.
  5. Todos os itens estão certos.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Doutrina do menor em situação irregular concebia crianças e adolescentes sobretudo como objetos de intervenção do Estado quando fossem abandonados ou delinquentes, concentrando atenção nos mais pobres, considerados mais vulneráveis à exclusão e à infração.

Historicamente, fora dessa categorização muitos jovens permaneciam sob a ordem privada da família ou de outros agentes sociais, sem reconhecimento pleno como titulares de direitos, o que justifica o item II.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) adotou a lógica da proteção integral, reconhecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos em todas as circunstâncias, mas há resistência cultural e jurídica de operadores que ainda mantêm práticas menoristas dos códigos anteriores, concordando com o item III.

Portanto, todas as assertivas estão corretas e refletem a mudança de paradigma jurídico-social exigida pelo ECA.

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