Questão FC688148
Corocine (in SERAFIM, BARROS e RIGONATTI, 2006), em seu trabalho em hospitais de custódia e tratamento, antigamente nomeados como manicômios judiciários, tratou da ressocialização
Psicologia Jurídica (inclui Mediação e Conciliação de Conflitos)
QUADRIX · 2025
Corocine (in SERAFIM, BARROS e RIGONATTI, 2006), em seu trabalho em hospitais de custódia e tratamento, antigamente nomeados como manicômios judiciários, tratou da ressocialização de muitos pacientes com transtorno mental que cometeram crimes, recebendo da justiça medida de tratamento ou medida de segurança detentiva. Considerando essa informação, assinale a opção incorreta, em relação a esses pacientes.
- É maior o número de pacientes que se regozijam do crime que cometeram do que aqueles que não o fazem, pois isso confere àqueles notoriedade frente ao visitante.
- É comum que haja muitos pacientes que interiorizam a culpa pelo crime que cometeram, e ficam em posição de morte simbólica, deitados na cama e olhando fixamente para o teto.
- Muitos desses pacientes, depois de 6 anos no hospital, recebiam alta, porém acabavam retornando a este, por não haver um trabalho prévio de ressocialização.
- Muitos dos pacientes tinham dificuldade de ressocialização, pois não tinham mais parentes vivos, ou estes não queriam mais contato com eles.
- O trabalho de ressocialização desses pacientes começa com a diminuição da dependência dele em relação à instituição, sendo que, depois dessa etapa, começam a sair ao meio externo e familiar, de forma monitorada.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa afirma que a maioria dos pacientes se regozija pelo crime porque isso lhes dá notoriedade. Essa afirmação é incorreta.
Em hospitais de custódia e tratamento, muitos pacientes apresentam remoção, culpa ou estigma em relação ao ato delituoso; a exposição pública tende a aumentar vergonha e isolamento, não orgulho. Alguns quadros psiquiátricos podem reduzir responsabilidade penal, mas isso não equivale a celebração do crime.
Além disso, traços de busca de notoriedade existem em uma minoria com transtornos específicos; não se pode generalizar para a maioria. O enfoque da assistência é a ressocialização e o tratamento, visando reduzir risco e promover reintegração, não reafirmar orgulho pelo ato criminoso.
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