Questão FC688175
No livro “Pintando a Psicologia de Jenipapo e Urucum”, Itaynara Tuxá, psicóloga da saúde indígena, registra que “O corpo‑território é atravessado por uma história, memória coletiva
Psicologia Social
QUADRIX · 2025
No livro “Pintando a Psicologia de Jenipapo e Urucum”, Itaynara Tuxá, psicóloga da saúde indígena, registra que “O corpo‑território é atravessado por uma história, memória coletiva, território ancestral, por processos que formam, enquanto subjetividade, sujeitos sociais, consciência coletiva, e a ordem desse sofrimento não deve ser considerada demandas individuais, e seria muito perigosa essa aproximação, porque impossibilitaria enxergar o território dentro de suas próprias complexidades e tornaria difíceis resoluções. O sofrimento é político, histórico e social”. A partir dessa informação, assinale a opção correta, a respeito do trabalho dos psicólogos sociais com as populações tradicionais em nosso País.
- O povo indígena não pode participar de uma psicoterapia.
- Na cultura indígena, não há sofrimento psicológico.
- O corpo‑território, atravessado pela memória coletiva e ancestral, torna a subjetividade indígena uma demanda individual, mas cercada de uma história própria e territorial.
- A complexidade do território não comporta o aporte de uma psicologia de cunho europeu, colonizadora, que submete a subjetividade dos indígenas.
- É possível haver uma psicologia do indígena, desde que se compreenda o corpo‑território, atravessado por uma história e por uma memória coletiva e que enxergue o território dentro de suas complexidades.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A opção afirma que é possível uma psicologia do indígena desde que se entenda o corpo‑território como marcado por história e memória coletiva, e se reconheça a complexidade do território.
Isso significa considerar o sofrimento como político, histórico e social, não apenas como problema individual. O território inclui práticas, cosmologias, laços comunitários e disposições afetivas que modelam subjetividades.
Na prática, exige avaliação e intervenção contextualizadas, valorização de saberes tradicionais e intervenção em nível comunitário e político, não só psicoterapêutico individual.
Impõe também cuidado epistemológico: evitar aplicar modelos universais sem adaptação e promover interculturalidade e co‑construção com as comunidades.
Assim, o psicólogo social atua eticamente respeitando autonomia, memória e relações com o território, integrando saberes técnicos e tradicionais.
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