Questão FC871276
Com base na Parte I do livro Psicoterapias: Abordagens Atuais (CORDIOLI, 2019), acerca dos fatores envolvidos no processo de mudança em psicoterapia, marque a alternativa INCORRETA
Psicologia Clínica e da Saúde
CRS (PM MG) · 2026
Com base na Parte I do livro Psicoterapias: Abordagens Atuais (CORDIOLI, 2019), acerca dos fatores envolvidos no processo de mudança em psicoterapia, marque a alternativa INCORRETA.
- Os fatores do paciente contribuem para o curso da psicoterapia principalmente por meio de sua motivação e capacidade de estabelecer vínculo, mas seu grau de sofrimento psíquico não interfere na qualidade da aliança terapêutica.
- Entre os aspectos atribuídos ao terapeuta, fatores como empatia, autenticidade e características pessoais estáveis são descritos como relevantes, mas sua contribuição só se manifesta de forma efetiva quando articulados a competências técnicas consistentes no manejo clínico.
- As características da dupla terapeuta–paciente, incluindo a capacidade de colaboração, confiança e abertura, integram o conjunto dos fatores comuns e exercem influência significativa sobre os resultados terapêuticos.
- A literatura apresentada descreve que fatores comuns foram qualificados e quantificados de diferentes formas, abrangendo elementos como aliança terapêutica, reasseguramento, participação ativa e experiência emocional corretiva.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A afirmativa mistura informação verdadeira com erro central: é correto que os fatores do paciente, como motivação e capacidade de estabelecer vínculo, influenciam o curso da psicoterapia. No entanto, afirmar que o grau de sofrimento psíquico não interfere na qualidade da aliança terapêutica é incorreto.
Dados da obra indicam que sofrimento suficiente motiva a busca por tratamento, mas níveis elevados de sofrimento costumam refletir maior gravidade da psicopatologia e podem prejudicar a formação e manutenção da aliança.
Casos de psicose ou transtornos de personalidade, por exemplo, apresentam limitações na tolerância ao estresse e na vinculação, exigindo manejo clínico e estratégias específicas para preservar a relação terapêutica.
Portanto, a afirmação é falsa porque o grau de sofrimento pode, sim, comprometer a qualidade do vínculo e o andamento terapêutico.
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