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Questão FC888635

Com base na Parte I do livro Psicoterapias: Abordagens Atuais (CORDIOLI, 2019), acerca dos fatores envolvidos no processo de mudança em psicoterapia, marque a alternativa INCORRETA

Psicologia Clínica e da Saúde

CRS (PM MG) · 2026

Com base na Parte I do livro Psicoterapias: Abordagens Atuais (CORDIOLI, 2019), acerca dos fatores envolvidos no processo de mudança em psicoterapia, marque a alternativa INCORRETA.

  1. Os fatores do paciente contribuem para o curso da psicoterapia principalmente por meio de sua motivação e capacidade de estabelecer vínculo, mas seu grau de sofrimento psíquico não interfere na qualidade da aliança terapêutica.
  2. Entre os aspectos atribuídos ao terapeuta, fatores como empatia, autenticidade e características pessoais estáveis são descritos como relevantes, mas sua contribuição só se manifesta de forma efetiva quando articulados a competências técnicas consistentes no manejo clínico.
  3. As características da dupla terapeuta–paciente, incluindo a capacidade de colaboração, confiança e abertura, integram o conjunto dos fatores comuns e exercem influência significativa sobre os resultados terapêuticos.
  4. A literatura apresentada descreve que fatores comuns foram qualificados e quantificados de diferentes formas, abrangendo elementos como aliança terapêutica, reasseguramento, participação ativa e experiência emocional corretiva.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa afirma que os fatores do paciente importam por sua motivação e habilidade de vínculo, mas que o grau de sofrimento psíquico não interfere na aliança terapêutica. Essa afirmação está incorreta.


Segundo Cordioli, embora o sofrimento motive a procura por tratamento e a capacidade de estabelecer vínculo seja central, um sofrimento elevado costuma refletir maior gravidade psicopatológica e pode, de fato, comprometer a aliança terapêutica. Pacientes com transtornos graves podem ter dificuldade em tolerar confrontos, manter confiança ou regular emoções, fragilizando a relação terapêutica.


Na prática, é necessário avaliar a intensidade do sofrimento para adaptar o manejo clínico, reforçar a construção da aliança e intervir sobre riscos, garantindo assim melhores condições para a mudança terapêutica.

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