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Questão FC890947

A psicóloga Joana é uma terapeuta que atende uma criança institucionalizada a ser adotada por uma família. Inicialmente, o vínculo entre a criança e a terapeuta foi positivo, mas,

Psicologia Jurídica (inclui Mediação e Conciliação de Conflitos)

Vunesp 2 · 2025

A psicóloga Joana é uma terapeuta que atende uma criança institucionalizada a ser adotada por uma família. Inicialmente, o vínculo entre a criança e a terapeuta foi positivo, mas, em determinado momento do processo, a criança passou a demonstrar comportamentos de hostilidade e a atribuir à terapeuta um caráter ameaçador. Com base na obra Adoção: Vínculos e Rupturas, de C. Peiter (2016), diante dessa situação, a terapeuta deve

  1. reconhecer a impossibilidade de prosseguir com o atendimento e encaminhar a criança para outro profissional, pois a aliança terapêutica foi rompida.
  2. minimizar a reação da criança, redirecionando rapidamente o foco da terapia para a preservação do vínculo positivo imaginário com a nova família.
  3. interpretar os comportamentos hostis da criança como resistência ao processo de adoção e tentar corrigi-los adotando postura mais diretiva.
  4. retomar o controle da situação enfatizando seu papel como figura de autoridade, reafirmando limites e regras para restaurar o vínculo de confiança com a criança.
  5. oferecer-se como alvo das hostilidades, pois é desejável que a criança expresse seus sentimentos agressivos no ambiente terapêutico.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A terapeuta deve, de forma segura e acolhedora, colocar-se simbolicamente como alvo das hostilidades para que a criança possa expressar e elaborar sentimentos agressivos que decorrem de experiências prévias de rejeição e abandono. Essa expressão em ambiente terapêutico permite trabalhar a transferência sem que a criança precise agir fora do setting.

Ao oferecer-se como foco das emoções, a profissional promove contenção e favorece a ressignificação do vínculo, possibilitando que a criança reconheça e transforme expectativas internas de ameaça em experiências de cuidado seguro.

Essa postura exige manutenção de limites firmes, não retaliação e consistência afetiva, para que a elaboração emocional conduza à reparação e à construção de confiança, conforme coloca Peiter (2016).

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