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Questão FC911016

Considerando a abordagem psicoterápica da criança, segundo seus fundamentos gerais, assinale a alternativa INCORRETA.

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IAUPE · 2026

Considerando a abordagem psicoterápica da criança, segundo seus fundamentos gerais, assinale a alternativa INCORRETA.

  1. Em muitas situações, o efeito traumático está relacionado na confrontação passiva da criança com a sexualidade do adulto e que, através dos cuidados e do desejo materno, a criança é introduzida no campo da sua sexualidade.
  2. A inclusão do discurso parental na psicoterapia infantil é de importância secundária, pois não situa, necessariamente, a criança em relação ao desejo dos pais, empatando a criação de uma situação a qual a verdade escondida por trás dos sintomas possa ser assumida pelo sujeito.
  3. A verbalização, modo de acesso ao vivido infantil, pode ser introduzida por via das brincadeiras e do brinquedo, ou seja, trazendo a esse brinquedo o valor de ferramenta de mediação terapêutica e, por meio deste, iniciar-se a criação de um contato e a construção e fortalecimento da relação psicoterapêutica.
  4. Existe a necessidade de uma ampliação na compreensão acerca dos 'sintomas' da criança, atentando para as relações entre a sintomatologia e a dinâmica familiar e promovendo as discussões sobre os limites e alcances do trabalho com os demais significativos na psicoterapia infantil.
  5. O brincar aparece como uma via principal para expressão da singularidade e acesso àquilo que é trazido pela criança e que antes fora apreendido em seu meio, ou seja, há uma relevância do reconhecimento e estabelecimento da dimensão lúdica no processo de psicoterapia infantil.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Incorreta: afirmar que a inclusão do discurso parental é de importância secundária. Em psicoterapia infantil esse discurso é central, pois a criança se insere num campo relacional onde as falas dos pais moldam representações, limites e expectativas.


Os sintomas infantis frequentemente funcionam como mensagens dirigidas ao ambiente familiar. O relato e a posição dos pais situam a criança em relação ao desejo dos pais e permitem compreender a função dos sintomas no contexto relacional e imaginário.


Clinicamente, trabalhar com os pais oferece material para o vínculo transferencial, para a contenção e para construir a situação terapêutica na qual significados ocultos podem emergir e ser elaborados.


Portanto, o discurso parental não empata o processo; ele é recurso imprescindível para uma intervenção eficaz e ética com a criança.

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