Questão FC912878
Algumas das inovações no processo de montagem audiovisual surgiram com o advento do som no cinema. Antes disso, os filmes eram mudos, e, quando possível, a projeção era acompanhada
Audiovisual e Cinema
COMPERVE (UFRN) · 2013
Algumas das inovações no processo de montagem audiovisual surgiram com o advento do som no cinema. Antes disso, os filmes eram mudos, e, quando possível, a projeção era acompanhada de um pianista ou de uma orquestra, os quais executavam peças musicais específicas para criar ou enfatizar uma atmosfera emocional em determinados momentos. Com a chegada do cinema sonoro, abria-se um novo leque de possibilidades em termos de sentido para diretores e montadores, já que, além da imagem propriamente dita, eles agora dispunham do som como elemento adicional para construir significados. Alguns cineastas se destacaram como pioneiros na experimentação artística e estética com o som em termos de montagem/edição, como, por exemplo,
- Alfred Hitchcock, Fritz Lang e Rouben Mamoulian, que combinavam sequências mudas (uso do silêncio com intenção dramática) com sequências sonorizadas (diálogos, uso de trilhas, entre outros) e trabalhavam com o uso assincrônico do som.
- Alfred Hitchcock, Fritz Lang e Rouben Mamoulian, que utilizavam sequências sonorizadas durante todo o filme (diálogos, trilhas, entre outros) e procuravam a direta correspondência entre as imagens e o som, trabalhando com o uso sincrônico do som.
- Dziga Vertov, Vsevolod Pudovkin e Sergei Eisenstein, que combinavam sequências mudas (uso do silêncio com intenção dramática) com sequências sonorizadas (diálogos, uso de trilhas, entre outros) e trabalhavam com o uso assincrônico do som.
- D.W. Griffith, Vsevolod Pudovkin e Sergei Eisenstein, que combinavam sequências mudas (uso do silêncio com intenção dramática) com sequências sonorizadas (diálogos, uso de trilhas, entre outros) e trabalhavam com o uso assincrônico do som.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa aponta corretamente para cineastas que exploraram o som como elemento de montagem, usando tanto sequências mudas quanto sequências sonorizadas para construir sentido.
Alfred Hitchcock, Fritz Lang e Rouben Mamoulian trabalharam o uso assincrônico do som, isto é, quando a faixa sonora não coincide literalmente com a imagem mostrada. Essa técnica cria contrapontos, amplia a subjetividade e manipula a expectativa do espectador.
Na prática, combinavam silêncio intencional, diálogos, trilha e efeitos para marcar rupturas temporais, sugerir pensamentos ou antecipar ações. A edição deixa de ser apenas visual e passa a integrar uma camada sonora autônoma, que pode comentar ou contradizer o que se vê, incrementando tensão dramática e significado.
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