Questão FC213395
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é uma morbidade relacionada à exposição direta ou indireta a eventos traumáticos como morte, lesões ou traumas graves. No âmbito ocup
Saúde
CESGRANRIO · 2024
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é uma morbidade relacionada à exposição direta ou indireta a eventos traumáticos como morte, lesões ou traumas graves. No âmbito ocupacional, destaca-se a natureza das tarefas, em especial aquelas desenvolvidas por profissionais de emergências, como socorristas em ambulâncias que prestam atendimento pré-hospitalar, policiais que combatem o crime, e bombeiros que realizam atividades de busca e resgate.
São características clínicas e/ou dimensões do TEPT as apresentadas a seguir:
- duração de 3 semanas; humor deprimido
- esquiva; alterações negativas da cognição
- vulnerabilidade igual em todas as categorias sociais; revivescência
- controle sobre o desenvolvimento das tarefas; labilidade de humor
- modelo demanda-controle com alta demanda de trabalho; redução da excitabilidade
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Gabarito
B
Comentário do professor
Alternativa correta (B): A escolha está correta porque reúne duas dimensões centrais do TEPT: esquiva e alterações negativas da cognição.
Esquiva
Refere‑se ao comportamento e aos esforços para evitar recordações internas (pensamentos, lembranças, emoções) e estímulos externos (lugares, conversas, pessoas) associados ao evento traumático.
Exemplo prático: um socorrista que evita voltar ao local de uma ocorrência ou evita falar sobre o atendimento porque isso provoca lembranças angustiosas.
Alterações negativas da cognição
Envolvem crenças persistentes e excessivamente negativas sobre si, os outros ou o mundo; atribuição de culpa exagerada; memória parcial do evento; e estados emocionais negativos contínuos (medo, culpa, raiva, vergonha).
Essas alterações podem levar a redução do interesse por atividades, isolamento e visão distorcida das responsabilidades, prejudicando desempenho profissional e relações sociais.
Na prática clínica e ocupacional, reconhecer esses sinais é fundamental para diagnóstico e intervenção: a esquiva frequentemente impede o processamento do trauma, enquanto as alterações cognitivas mantêm sofrimento e disfunção, indicando necessidade de abordagens específicas (por exemplo, terapias focadas no trauma).
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