Questão FC215338
Em 2021 foram identificados casos atípicos da doença da vaca louca Brasil, sendo estes identificados em frigoríficos. A doença da vaca louca, ou encefalopatia espongiforme bovina (
Sanitário
FGV · 2022
Em 2021 foram identificados casos atípicos da doença da vaca louca Brasil, sendo estes identificados em frigoríficos. A doença da vaca louca, ou encefalopatia espongiforme bovina (EEB), é um tipo de encefalopatia espongiforme transmissível (EET) que afeta animais bovinos e é causada por príons. As EET são doenças neurodegenerativas que acometem o sistema nervoso central de animais, incluindo os seres humanos.
Sobre as suspeitas de síndromes neurológicas, assinale a afirmativa incorreta.
- O diagnóstico da raiva não é recomendável em qualquer mamífero que apresente sinais clínicos de doenças nervosas, apesar da raiva ser uma doença endêmica no Brasil e de notificação compulsória.
- Quando da suspeita de síndromes neurológicas, o médico veterinário deverá considerar a suspeita clínica, coletar as amostras necessárias ao diagnóstico diferencial, assim como conservá-las de forma que seja possível realizar os testes visando o diagnóstico molecular, pesquisa direta de patógenos e/ou histopatológico.
- O médico veterinário da rede privada deverá notificar a ocorrência ou suspeita da doença neurológica ao serviço oficial, podendo fazer uso do Formulário de Notificação de Suspeitas ou Ocorrências de Doenças Animais.
- A colheita das amostras nos casos de suspeita de síndromes neurológicas deve ser realizada por médico veterinário ou por profissional habilitado por ele, que tenha recebido treinamento adequado e que esteja imunizado contra raiva e com titulação adequada.
- A responsabilidade pela colheita das amostras nos casos de suspeita de síndromes neurológicas e o envio do material sempre é exclusiva do Médico Veterinário (oficial ou autônomo).
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Gabarito
A
Comentário do professor
Alternativa incorreta.
A afirmação é falsa porque, por se tratar de doença endêmica, altamente letal e zoonótica, a raiva deve ser sempre considerada e investigada em mamíferos que apresentem sinais neurológicos.
Ao surgir sinais compatíveis (paralisia, alterações de comportamento, salivação excessiva, temor à água, entre outros), há a obrigação de notificar os órgãos de saúde e de realizar investigação laboratorial e epidemiológica.
Do ponto de vista diagnóstico, existem testes específicos: exame direto por imunofluorescência (DFA) em tecido encefálico (padrão-ouro), RT‑PCR para detecção do material genético, e achados histopatológicos como os corpos de Negri.
Além disso, a suspeita deve acionar medidas de saúde pública: isolamento do animal, uso de EPIs por quem o manipula, avaliação de contatos humanos e indicação de profilaxia pós-exposição (PEP) quando necessário.
Portanto, é incorreto afirmar que o diagnóstico da raiva não é recomendável; ao contrário, qualquer caso de síndrome neurológica em mamíferos exige investigação para raiva devido ao risco à saúde pública e à obrigatoriedade de notificação.
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