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Questão FC215634

Considerando os testes que devem ser realizados no pré-natal de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde para a prevenção da transmissão vert

Questões sem classificação de assunto (Direito Sanitário e Saúde)

FGV · 2024

Considerando os testes que devem ser realizados no pré-natal de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde para a prevenção da transmissão vertical de infecções e outros agravos, assinale a afirmativa incorreta.

  1. HIV: na primeira consulta do pré-natal (idealmente, no primeiro trimestre da gestação), no início do terceiro trimestre e no momento do parto, independentemente de exames anteriores.
  2. Hepatite C: na primeira consulta do pré-natal (idealmente, no primeiro trimestre da gestação).
  3. Estreptococo do grupo B: da 35ª à 37ª semana gestacional. Realizar coleta de amostra por swab vaginal e endoanal, quando disponível.
  4. Sífilis: na primeira consulta do pré-natal (idealmente, no primeiro trimestre da gestação), no início do terceiro trimestre (28a semana) e no momento do parto ou aborto, independentemente de exames anteriores.
  5. HIV: na primeira consulta do pré-natal (idealmente, no primeiro trimestre da gestação), no início do segundo e terceiro trimestres e no momento do parto, independentemente de exames anteriores.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Alternativa incorreta.

A afirmativa está equivocada porque descreve uma periodicidade de testes para HIV que não segue o Protocolo do Ministério da Saúde.


O protocolo orienta:

- realizar o teste no início do pré‑natal (idealmente no primeiro trimestre);
- repetir o teste no terceiro trimestre (para detectar infecções adquiridas durante a gestação);
- e realizar o teste no momento do parto apenas quando o status é desconhecido ou há risco aumentado, para permitir intervenções imediatas.


Portanto, a proposta de testes rotineiros no início do segundo trimestre e de testar no parto independentemente de exames anteriores não corresponde às recomendações: não se indica repetição sistemática no início do segundo trimestre, nem teste ao parto quando já existe exame recente negativo no terceiro trimestre sem fatores de risco.


Racional: a estratégia busca identificar infecções precocemente e detectar soroconversões tardias (terceiro trimestre) para prevenir transmissão vertical, evitando exames desnecessários quando já há resultado recente e sem fatores de risco.

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