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Questão FC215690

Em relação ao perfil epidemiológico no Brasil, assinale a opção que indica os problemas de saúde mais prevalentes na população idosa e que devem ser considerados na elaboração de p

Questões sem classificação de assunto (Direito Sanitário e Saúde)

FGV · 2024

Em relação ao perfil epidemiológico no Brasil, assinale a opção que indica os problemas de saúde mais prevalentes na população idosa e que devem ser considerados na elaboração de políticas do Sistema Único de saúde (SUS).

  1. Doenças bacterianas, neoplasias e transtornos mentais.
  2. Doenças infecciosas, demências e traumas.
  3. Doenças cardiovasculares, neoplasias e doenças infeciosas.
  4. Doenças crônicas, problemas de saúde agudos decorrentes de causas externas e agravamento de condições crônicas.
  5. Depressão, acidentes e doenças infeciosas e parasitárias.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Alternativa correta: Doenças crônicas, problemas de saúde agudos decorrentes de causas externas e agravamento de condições crônicas.

Doenças crônicas são o principal componente do perfil epidemiológico do idoso — exemplos: doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias crônicas, câncer e doenças osteomusculares.
Essas condições exigem atenção longitudinal, controle de fatores de risco e acompanhamento contínuo pela atenção primária.

Problemas de saúde agudos por causas externas incluem quedas, fraturas, acidentes de trânsito e violência.
No idoso, essas ocorrências têm maior gravidade e impacto funcional, demandando políticas de prevenção (adaptação domiciliar, exercício de equilíbrio), cuidados de urgência e reabilitação.

Agravamento de condições crônicas refere-se às descompensações — por exemplo, insuficiência cardíaca descompensada, crises hiperglicêmicas, infecções que precipitam piora — frequentemente relacionadas a multimorbidade, polifarmácia e barreiras de acesso.
Isso reforça a necessidade de integração entre níveis de atenção, revisão medicamentosa e monitoramento proativo.

Implicações para o SUS: priorizar modelos de atenção que garantam continuidade, coordenação e reabilitação; fortalecer a Estratégia Saúde da Família; ampliar atenção domiciliar e reabilitação; investir em prevenção de quedas e manejo de polifarmácia; e articular redes de urgência e cuidado prolongado.

Em suma, a alternativa destaca os três vetores centrais que orientam o planejamento de políticas para a população idosa: manejo de crônicos, prevenção e resposta a agravos externos e mitigação das descompensações crônicas.

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