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Questão FC215832

De acordo com os desígnios da integralidade em saúde, nenhum trabalhador pode sustentar sozinho a prática do cuidado na Atenção Psicossocial, pois essa é uma construção de uma equi

Questões sem classificação de assunto (Direito Sanitário e Saúde)

FGV · 2024

De acordo com os desígnios da integralidade em saúde, nenhum trabalhador pode sustentar sozinho a prática do cuidado na Atenção Psicossocial, pois essa é uma construção de uma equipe que potencializa, em rede, o território no qual o usuário se singulariza.

 

Com relação aos processos de trabalho que envolvem o cotidiano do cuidado na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), é correto afirmar que

  1. o trabalhador é um agente técnico com ações previsíveis que rompem com os modelos hegemônicos de cuidado.
  2. o trabalhador atua como um agenciador de relações que articulam o complexo hospitalar da saúde.
  3. a ação é no território, sendo este definido pela área de abrangência geográfica na qual os cuidados em saúde serão articulados.
  4. os marcadores culturais de cada território são importantes para a reinvenção do trabalho em rede, tramando redes de cuidado que também são socioafetivas.
  5. visam superar a fragmentação do cuidado presente no modelo biomédico, valorizando o trabalho em equipe e a centralização das ações nos CAPS.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa correta destaca que os marcadores culturais de cada território são fundamentais para reinventar o trabalho em rede, construindo redes de cuidado socioafetivas.

Isso significa que a atenção psicossocial não se reduz a procedimentos técnicos: precisa reconhecer as práticas, símbolos, ritos, laços familiares e comunitários que caracterizam um território. Esses elementos orientam como o cuidado deve ser planejado e ofertado.

Ao incorporar os marcadores culturais, a equipe multiprofissional:

- adapta linguagens e práticas para aumentar a compreensão e adesão do usuário;
- articula recursos formais e informais locais (associações, grupos religiosos, lideranças comunitárias);
- fortalece o vínculo e a confiança, criando redes de apoio que não são apenas técnicas, mas também afetivas.

Na prática, isso implica mapear o território, escutar os atores locais e co-construir intervenções que respeitem a singularidade do sujeito. Assim, o cuidado em rede se amplia: não só serviços articulados, mas também relações sociais que promovem inclusão, protagonismo e sustentação dos processos de recuperação.

Portanto, valorizar os marcadores culturais é condição para uma atenção psicossocial integral e efetiva, que se dá em rede e se qualifica pelas dimensões socioafetivas do cuidado.

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