Questão FC215841
“A Política Nacional de Humanização (PNH) existe desde 2003 para efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil
Questões sem classificação de assunto (Direito Sanitário e Saúde)
FGV · 2024
“A Política Nacional de Humanização (PNH) existe desde 2003 para efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários.”
(https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-eprogramas/ humanizasus)
Em relação à PNH, assinale a afirmativa correta.
- A PNH deve se fazer presente e estar inserida exclusivamente nas políticas e programas do SUS voltados para a classe trabalhadora.
- A humanização não significa valorizar usuários, trabalhadores e gestores no processo de produção de saúde.
- Valorizar os sujeitos é oportunizar uma maior autonomia, a ampliação da sua capacidade de transformar a realidade em que vivem, através da responsabilidade compartilhada, da criação de vínculos solidários, da participação coletiva nos processos de gestão e de produção de saúde.
- A PNH estimula a comunicação entre gestores, trabalhadores e usuários para construir processos coletivos de relações hierarquizadas de poder e trabalho.
- As rodas de conversa, o incentivo às redes e movimentos sociais e a gestão dos conflitos gerados pela inclusão das diferenças são ferramentas que não têm apresentados resultados positivos significativos.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa correta expressa o cerne da Política Nacional de Humanização: colocar as pessoas (usuários, trabalhadores e gestores) como sujeitos ativos do processo de saúde, não apenas como receptores ou executores.
Valorizar os sujeitos significa ampliar sua autonomia e capacidade de decisão, promovendo empoderamento para que possam intervir na própria vida e nas condições coletivas de saúde.
Responsabilidade compartilhada refere-se à co-responsabilização entre gestores, profissionais e usuários, ou seja, decisões e práticas de cuidado e gestão são construídas coletivamente.
Criação de vínculos solidários aponta para relações de confiança e respeito entre todos os envolvidos, elemento essencial para acolhimento, adesão ao tratamento e continuidade do cuidado.
Participação coletiva nos processos de gestão e de produção de saúde materializa a democracia na saúde: a comunidade participa das prioridades, do planejamento e da avaliação, tornando o SUS mais sensível às necessidades reais e qualificando o cuidado no cotidiano.
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