Questão FC216123
De acordo com o IBGE, em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais no país (22.169.101) chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era
Questões sem classificação de assunto (Direito Sanitário e Saúde)
FGV · 2023
De acordo com o IBGE, em 2022, o total de pessoas com 65 anos ou mais no país (22.169.101) chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era de 14.081.477, ou 7,4% da população. Já o total de crianças com até 14 anos de idade recuou de 45.932.294 (24,1%) em 2010 para 40.129.261 (19,8%) em 2022, uma queda de 12,6%. A região Norte era a mais jovem: 25,2% de sua população tinha até 14 anos, e o Nordeste vinha a seguir, com 21,1%. As regiões Sudeste e o Sul tinham estruturas mais envelhecidas: 12,2% e 12,1% da sua população tinham 65 anos ou mais de idade, respectivamente.
Avalie se as assimetrias regionais constatadas pelos dados divulgados sinalizam a necessidade de enfoques específicos tais como
1. Políticas de prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis.
2. Prioridade de acesso a medicamentos de uso contínuo para as regiões Norte e Nordeste.
3. Políticas intersetoriais para a assistência social e saúde das pessoas idosas.
4. Monitoramento de coberturas vacinais.
Estão corretos os itens
- 1 e 4, apenas.
- 3 e 4, apenas.
- 2 e 4, apenas.
- 1 e 3, apenas.
- 1, 3 e 4, apenas.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Alternativa correta: 1, 3 e 4.
1. Políticas de prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis.
O aumento de 57,4% no número de pessoas com 65 anos ou mais entre 2010 e 2022 e a maior concentração de idosos no Sudeste e no Sul implicam maior prevalência de doenças crônicas (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares).
Investir em prevenção (controle de fatores de risco, promoção de atividade física, alimentação saudável, cessação do tabagismo) e em manejo adequado reduz internações, incapacidades e custos do sistema de saúde, sendo portanto uma prioridade compatível com o perfil etário apontado pelos dados.
3. Políticas intersetoriais para a assistência social e saúde das pessoas idosas.
O envelhecimento populacional exige ações que vão além do setor saúde: proteção social, renda, habitação acessível, transporte, suporte a cuidadores e serviços de atenção domiciliar.
São necessárias respostas integradas porque os determinantes do envelhecimento saudável e do cuidado de longo prazo envolvem educação, trabalho, assistência social e infraestrutura urbana, não apenas serviços médicos.
4. Monitoramento de coberturas vacinais.
Tanto idosos quanto crianças dependem de coberturas vacinais para prevenir doenças graves (ex.: influenza, pneumococo, COVID nos idosos; e vacinas do calendário infantil nas crianças).
O monitoramento permite identificar lacunas regionais e evitar surtos, além de orientar ações focalizadas onde há maior vulnerabilidade ou menor cobertura, o que é essencial diante das assimetrias regionais apontadas pelo IBGE.
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