Questão FC422292
A motivação no ambiente corporativo vem sendo estudada sob dois diferentes aspectos, redundando nas teorias de conteúdo, que buscam identificar quais fatores geram motivação, e nas
Comportamento Organizacional
FCC · 2018
A motivação no ambiente corporativo vem sendo estudada sob dois diferentes aspectos, redundando nas teorias de conteúdo, que buscam identificar quais fatores geram motivação, e nas teorias de processo, que objetivam explicar como a motivação ocorre. Exemplo clássico da primeira vertente é a Teoria Bifatorial, desenvolvida por Herzberg, que predica a existência de fatores
- tangíveis, como recompensas e punições, que podem ser facilmente manejados para gerar motivação; e intangíveis, que, embora relevantes para a motivação, não são gerenciáveis.
- exclusivamente financeiros, que geram a motivação inicial; e fatores existenciais, que são os necessários para a manutenção da motivação.
- individuais, próprios da personalidade de cada um, de abordagem mais complexa na organização; e fatores coletivos, passíveis de serem induzidos para motivação do grupo.
- que previnem a insatisfação, denominados fatores de higiene, como salário; e fatores motivacionais propriamente ditos, como autonomia e reconhecimento.
- primários, ligados a aspectos inconscientes do indivíduo, como desejo de pertencimento; e fatores secundários, como responsabilidade corporativa, que afloram a partir da aplicação de dinâmicas motivacionais.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A Teoria Bifatorial de Herzberg distingue dois conjuntos de causas da motivação no trabalho: fatores de higiene e fatores motivacionais.
Os fatores de higiene (ex.: salário, condições físicas, políticas da empresa) atuam para prevenir a insatisfação. Sua presença evita reclamações, mas não gera genuína satisfação ou motivação.
Os fatores motivacionais (ex.: autonomia, reconhecimento, realização, responsabilidade) são os que efetivamente promovem satisfação e impulsionam desempenho.
Importante: a ausência de motivadores resulta em falta de satisfação, não necessariamente em insatisfação; a presença de higiene gera neutralidade, não motivação.
Portanto, para motivar, a organização deve assegurar higiene adequada e, sobretudo, promover fatores motivacionais.
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