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Questão FC422703

Carlos, responsável pela área de recursos humanos de determinada entidade da Administração pública, foi encarregado de efetuar avaliação de desempenho dos servidores da referida or

Gestão de Pessoas

FCC · 2018

Carlos, responsável pela área de recursos humanos de determinada entidade da Administração pública, foi encarregado de efetuar avaliação de desempenho dos servidores da referida organização, para fins de atribuição de bonificação por resultados, utilizando, para tanto, indicadores estabelecidos previamente no ato normativo que instituiu a referida parcela remuneratória. Ocorre que, pela falta de experiência e comprometimento de Carlos, o resultado das avaliações apresentou diversos vícios. Entre os vícios identificados, encontra-se o efeito halo, que se apresenta na seguinte situação: 

  1. Por não ter atentado para o histórico de atuação dos funcionários, Carlos limitou-se a considerar, para fins de avaliação, apenas os eventos mais recentes, não obstante o período avaliatório corresponder ao último biênio.
  2. Tendo em vista que Carlos não pretendia se indispor com os integrantes de sua equipe, esquivou-se de atribuir resultado insatisfatório mesmo para aqueles em que, a rigor, a aplicação correta dos critérios estabelecidos determinariam tal atribuição.
  3. Como Carlos ostentava grande antipatia por determinados servidores, aplicou, para estes, critérios subjetivos nitidamente mais rigorosos do que o utilizado para os demais.
  4. Tendo considerado a avaliação de pouca relevância ou utilidade prática para a melhoria do serviço, Carlos limitou-se a atribuir a pontuação média para todos os avaliados, sem qualquer crivo individualizado.
  5. Considerando que determinados avaliados apresentavam avaliação bastante negativa no quesito assiduidade, Carlos acabou aplicando o mesmo resultado “Péssimo” para os demais aspectos avaliados, generalizando o resultado negativo.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

O enunciado descreve claramente o efeito halo (quando negativo, chamado também de efeito horn): é a tendência do avaliador de generalizar a partir de uma única característica percebida — aqui, a baixa assiduidade — e atribuir o mesmo juízo negativo a todos os demais critérios da avaliação.

Esse viés distorce a avaliação porque impede análise independente de cada indicador previamente estabelecido: cada aspecto deve ser aferido por evidências específicas e não por uma impressão global.

Para neutralizá‑lo, recomenda‑se que o avaliador registre evidências objetivas por item, utilize escalas com descritores claros e, quando possível, adote avaliações múltiplas (feedback de diferentes fontes) para reduzir a influência de impressões isoladas.

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