Questão FC540454
Para responder à questão, leia atentamente o texto a seguir. Pacientes esperam por tratamento que pode evitar retirada de olho Mariana Lenharo Do G1, em São Paulo. 01.02.2015 Há ce
Saúde
VUNESP · 2015
Para responder à questão, leia atentamente o texto a seguir.
Pacientes esperam por tratamento que pode evitar retirada de olho
Mariana Lenharo Do G1, em São Paulo. 01.02.2015
Há cerca de dois anos, Diva Moreira Rodrigues, de 77 anos, começou a perder a visão do olho esquerdo. Os médicos diagnosticaram melanona de coroide, tumor que afeta uma camada do globo ocular que fica entre a parte branca do olho e a retina. No caso de Diva, o tratamento capaz de evitar que seu olho tenha de ser totalmente removido por cirurgia é a braquiterapia. Trata-se de um tipo de radioterapia em que uma pequena placa radioativa é implantada no olho do paciente, agindo diretamente na região do tumor.
O Hospital São Paulo, onde Diva é atendida, é a única instituição pública que já ofereceu esse tipo de tratamento no país. Porém, desde 2013, a placa não está disponível. O caso de Diva não é o único. O setor de Oncologia Ocular do Hospital São Paulo recebeu no ano passado 424 novos pacientes. Do total, todos aqueles que tinham tumores de até 5 mm poderiam ter sido tratados com braquiterapia. “Pior do que isso é imaginar todos os pacientes que não estão recebendo o tratamento e têm o olho removido”, diz o oftalmologista Rubens Belfort.
(Disponível em: www.g1. Adaptado)
A situação descrita na notícia fere, entre outros aspectos, o princípio do Sistema Único de Saúde – SUS de
- hierarquização da rede de serviços de saúde.
- integralidade da assistência.
- descentralização dos serviços de atendimento a grupos com necessidades especiais.
- regionalização da rede de serviços de saúde.
- referência e contra-referência.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Integralidade da assistência é o princípio que exige do SUS oferta e coordenação de um conjunto completo de ações de saúde: promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, em todos os níveis de complexidade.
No caso apresentado, a ausência da braquiterapia em serviço público impediu que pacientes recebessem o tratamento adequado, resultando em remoção do olho quando a perda poderia ser evitada. Isso mostra fragmentação e ruptura da cadeia de atenção, com omissão de tecnologia e continuidade do cuidado.
Logo, há violação da integralidade, pois o SUS deixou de garantir o conjunto de serviços necessários para resolver o problema de saúde de forma completa e contínua.
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