Questão FC609926
A contextualização sociocultural do movimento humano considera que as práticas corporais são construções sociais historicamente determinadas, refletindo valores, crenças e signific
Sem classificação
FURB · 2025
A contextualização sociocultural do movimento humano considera que as práticas corporais são construções sociais historicamente determinadas, refletindo valores, crenças e significados específicos de cada cultura. No contexto da atuação do profissional de Educação Física no SUS, essa compreensão torna-se fundamental para o desenvolvimento de intervenções que respeitem a diversidade cultural da população brasileira. Sobre a contextualização sociocultural do movimento humano, assinale a alternativa correta:
- A contextualização sociocultural é relevante apenas para atividades folclóricas, sendo desnecessária para exercícios físicos voltados à promoção da saúde.
- O movimento humano deve ser padronizado conforme modelos biomecânicos únicos, desconsiderando variações socioculturais para garantir eficácia técnica.
- O movimento humano é uma manifestação cultural que varia conforme o contexto social, devendo ser compreendido considerando os significados atribuídos por cada comunidade às práticas corporais.
- As manifestações corporais tradicionais devem ser substituídas por práticas esportivas modernas para promover maior adesão aos programas de saúde.
- As práticas corporais possuem significados universais que independem do contexto cultural, sendo interpretadas de forma homogênea por todas as populações.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa destaca que o movimento humano é uma manifestação cultural que se modifica conforme o contexto social. Isso significa que gestos, práticas corporais e formas de atividade física carregam significados específicos atribuídos por cada comunidade.
No âmbito do SUS, essa compreensão orienta o profissional de Educação Física a respeitar valores, crenças e rotinas locais na elaboração de intervenções. É necessário ouvir a população, reconhecer saberes populares e integrar práticas culturalmente relevantes.
Intervenções devem ser adaptadas às condições sociais, econômicas e identitárias, promovendo inclusão e equidade. Avaliações e propostas padronizadas perdem eficácia se não considerarem contextos simbólicos e práticos.
Em suma, interpretar o movimento como expressão cultural permite planejar ações mais sensíveis, participativas e eficazes na promoção da saúde.
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