Questão FC868353
Um enfermeiro de apoio à gestão, foi encarregado de analisar as fichas técnicas dos indicadores de monitoramento de uma regional de saúde, a fim de elaborar um relatório gerencial
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CRS (PM MG) · 2026
Um enfermeiro de apoio à gestão, foi encarregado de analisar as fichas técnicas dos indicadores de monitoramento de uma regional de saúde, a fim de elaborar um relatório gerencial sobre o desempenho da Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde. Considerando que a estrutura dessas fichas (conceituação, método de cálculo, interpretação e definição de termos utilizados) é a mesma descrita no Manual de Certificação de Boas Práticas em Atenção Primária à Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS, 2019), marque a alternativa que descreve a interpretação CORRETA dos dados para a tomada de decisão.
- A interpretação do indicador de Razão de Visitas à Emergência/pronto-atendimento por Beneficiário Coberto pelo Programa deve considerar que o aumento súbito desse indicador sinaliza, frequentemente, uma baixa resolutividade ou dificuldade de acesso à equipe de referência da Atenção Primária à Saúde, exigindo do gestor ações para ampliar a agenda de demandas agudas na atenção primária.
- As fichas técnicas estabelecem que os indicadores de processo (como número de procedimentos ou de consultas) são mais importantes que os indicadores de resultado (como Internações de Condições Sensíveis à Atenção Primária), devendo o gestor focar no cumprimento da quantidade dos atendimentos previstos para cobrir a demanda planejada.
- Ao interpretar os indicadores de monitoramento, o gestor deve ignorar o denominador do cálculo (número de beneficiários inscritos no programa), focando apenas nos números absolutos de eventos (numerador) para evitar distorções estatísticas.
- A ficha técnica do indicador de Satisfação do Beneficiário determina que este dado é subjetivo e não deve ser utilizado para readequação de processos assistenciais ou mudança de prestadores da rede.
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Gabarito
A
Comentário do professor
O indicador Razão de Visitas à Emergência/pronto-atendimento por Beneficiário Coberto pelo Programa mede a frequência com que usuários recorrem a serviços de urgência em relação à população acompanhada. Um aumento súbito desse indicador indica, comumente, problemas na atenção primária, não apenas maior morbidade.
Esse salto costuma sinalizar baixa resolutividade das equipes ou dificuldade de acesso à unidade de referência, o que leva pacientes a buscar atendimento emergencial. Cabe ao gestor investigar causas imediatas e estruturais, como falta de vagas para consultas agudas, insuficiência de plantões, ou falhas na triagem.
As ações gerenciais incluem: ampliar oferta de agenda para demandas agudas, implementar ou fortalecer teleatendimento e triagem telefônica, readequar horários e equipes, capacitar profissionais para manejo inicial e revisar fluxos de encaminhamento. Monitorar tendências e correlacionar com fatores sazonais ou eventos locais é essencial para ajustes direcionados.
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