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Questão FC868354

O monitoramento do Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção Primária à Saúde (APS), recomendado no Manual de Certificação de Boas Práticas em Atenção Primária à Saúde d

Sem classificação

CRS (PM MG) · 2026

O monitoramento do Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção Primária à Saúde (APS), recomendado no Manual de Certificação de Boas Práticas em Atenção Primária à Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS, 2019) utiliza indicadores padronizados cujas fichas técnicas definem o método de cálculo e a interpretação dos resultados. De acordo com este documento, marque a alternativa CORRETA que apresenta o indicador e sua interpretação técnica adequada.

  1. Razão de Consultas Médicas em APS por Beneficiário: Este indicador mede predominantemente a produtividade médica, sendo que taxas muito baixas são sempre desejáveis, pois indicam que a população está saudável e não necessita de consultas.
  2. Percentual de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária: Este indicador é uma medida indireta da efetividade da APS. Taxas elevadas sugerem falhas no acesso ou na qualidade da atenção primária, uma vez que representam internações por problemas de saúde que poderiam ter sido tratados precocemente ou prevenidos no nível ambulatorial.
  3. Taxa de Consultas em Pronto-Socorro: Altas taxas neste indicador são frequentemente interpretadas positivamente, pois demonstram que a população adscrita tem amplo acesso à rede de urgência e emergência, reduzindo a demanda sobre a equipe de APS.
  4. Percentual de Consultas com Equipe Multiprofissional: A interpretação correta é que preventivamente e para rastrear condições de risco, todos os beneficiários devem passar por consultas com os profissionais da equipe (nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta) anualmente.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Percentual de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária é um indicador que reflete, de forma indireta, a efetividade e o acesso da Atenção Primária à Saúde. Captura hospitalizações por problemas que, em condições adequadas de atenção ambulatorial, poderiam ser prevenidos ou manejados sem necessidade de internação.

A fórmula usual é \( \% = \frac{\text{Número de internações por condições sensíveis}}{\text{Total de internações no mesmo período}} \times 100\). Essa razão permite comparar proporções ao longo do tempo ou entre territórios.

Taxas elevadas sugerem fragilidades no acesso, no acompanhamento clínico ou na qualidade dos cuidados na atenção primária. Entre exemplos comuns estão complicações da diabetes, crises hipertensivas, asma e pneumonia evitáveis.

É útil para monitoramento e gestão, mas exige interpretação cuidadosa: deve-se ajustar por idade, perfil populacional, práticas de codificação e disponibilidade de leitos para evitar conclusões equivocadas.

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