Questão FC868355
A obra APS - Atenção Primária à Saúde na Saúde Suplementar (CONSERVA & DIAS, 2024) discute a reestruturação do modelo assistencial como imperativo para a sustentabilidade do setor.
Sem classificação
CRS (PM MG) · 2026
A obra APS - Atenção Primária à Saúde na Saúde Suplementar (CONSERVA & DIAS, 2024) discute a reestruturação do modelo assistencial como imperativo para a sustentabilidade do setor. As autoras argumentam que a simples transposição do modelo de APS do setor público para o privado não é suficiente, exigindo a incorporação de ferramentas de gestão avançada. Segundo a obra citada, em relação à discussão sobre o futuro da APS, a gestão de saúde populacional e a superação do cuidado fragmentado no âmbito da saúde suplementar, marque a alternativa CORRETA.
- A viabilidade futura da APS no setor privado depende da transição de um modelo reativo para um modelo proativo, no qual o uso estratégico de Ciência de Dados, Big Data e Inteligência Artificial permite segmentar a carteira, mapear necessidades e antecipar-se aos eventos mórbidos antes que eles ocorram.
- A sustentabilidade econômica da APS na saúde suplementar baseia-se primordialmente no fortalecimento dos mecanismos de auditoria retrospectiva de contas médicas, visto que o controle financeiro rigoroso sobre os procedimentos de alto custo possui maior impacto na redução da sinistralidade do que as ações de prevenção primária.
- O modelo de APS proposto pode manter a lógica de remuneração por serviço (fee-for-service) como pilar central, uma vez que o aumento da produtividade e do volume de atendimentos leves na porta de entrada é o indicador-chave para garantir a solvência das operadoras e a adesão dos prestadores.
- A função de Gatekeeper (filtro de acesso) na saúde suplementar deve ser implementada com foco exclusivo na restrição administrativa da demanda aos especialistas, sem necessariamente a coordenação do cuidado, para assegurar que a autonomia do beneficiário não interfira na racionalização dos custos assistenciais.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa aponta que a sustentabilidade da APS na saúde suplementar requer a mudança de um modelo reativo para um modelo proativo.
Isso significa priorizar prevenção, cuidados contínuos e gestão de risco em vez de atuar apenas após a ocorrência de agravos.
O uso estratégico de Ciência de Dados, Big Data e Inteligência Artificial permite realizar segmentar a carteira por perfil de risco, aplicar estratificação e desenvolver modelos preditivos.
Com isso é possível identificar determinantes de saúde e antecipar eventos clínicos.
Na prática, essa abordagem viabiliza o mapeamento de necessidades, a priorização de intervenções e a antecipação de eventos mórbidos, reduzindo internações e custos e promovendo maior efetividade e sustentabilidade do modelo assistencial.
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