Questão FC91895
Texto I – item. RH no mundo. Âncora ou reboque das mudanças? O mundo de hoje não é igual ao de ontem. Na atualidade, a vida se transformou em um campeonato permanente: assim que te
Teorias Administrativas
RH no mundo. Âncora ou reboque das mudanças?
O mundo de hoje não é igual ao de ontem. Na atualidade, a vida se transformou em um campeonato permanente: assim que termina uma partida, começa uma nova. Em outras palavras, isso significa que a concorrência aumentou. E o perfil do profissional tem um papel-chave nesse novo cenário que se delineia.
Hoje, a área de RH tem tanta importância quanto área financeira há quatro ou cinco anos. Naquela época, se o produto não era bom ou se a estrutura administrativa era ruim, bastava um bom administrador financeiro para compensar essa situação. E a empresa chegava, então, a dar lucro. No presente, tudo isso mudou, a começar pelas margens de lucros das empresas, que tendem a ser cada vez menor. Assim, portanto, serão as pessoas que irão definir o sucesso ou o fracasso de uma organização.
A tecnologia certamente é importante, mas ela apenas garante que a empresa não vai ficar para trás. Quem levará a empresa para frente, rumo ao futuro, serão as pessoas. Um profissional desqualificado usa um computador como se fosse uma simples máquina de datilografar, porque esse é o seu modo de pensar. É preciso mudar essa mentalidade e muitas empresas já estão se dando conta disso. Existem organizações que chegam a propiciar 200 horas mensais de treinamento para suas equipes. Por exemplo, no Japão, não se faz um novo modelo de carro se toda a equipe não estiver treinada. Pode ser que a empresa leve seis meses para treinar a todos, mas a diferença disso será percebida na qualidade do produto. Isso é básico, serve para qualquer área, e não adianta ficar sentado esperando tudo voltar a ser como antes.
O impacto da tecnologia sobre o mundo imprime-lhe uma velocidade que tende a fazer a competição aumentar cada vez mais. A saída será, então, desenvolver menos mão-de-obra e mais colaboradores. No entanto, existe uma grande dificuldade na implementação de novas idéias. Todos falam de qualidade total, empowerment, mas dificilmente se implementa esses valores ao nível da consciência das pessoas. E por quê? Por causa da ausência de uma estratégia de gente. Hoje, é preciso ir além da conduta e trabalhar para a mudança de mentalidade. RH não pode ser apenas um centro de desenvolvimento de habilidades, deve desenvolver seres pensantes. Afinal, cada vez mais o trabalho pesado ficará a cargo de guindastes e tratores.
Nesse sentido, há sete desafios que se apresentam aos perfis dos profissionais da nova era que se inicia no mundo das organizações:
- Conhecer o negócio da empresa;
- Administrar o presente enquanto cria o futuro;
- Transformar ameaças em oportunidades;
- Criar paixão por resultados;
- Facilitar o aparecimento de novos líderes;
- Criar equipes integradas e comprometidas;
- Evoluir sempre.
Para fazer novas conquistas, é preciso deixar para trás as velhas, que já não são mais úteis. Vencer os sete desafios é tarefa para todos os profissionais do futuro, porque se constituem na âncora de todo esse processo de mudanças vivenciado na atualidade. Trabalhar com o potencial humano em tempo integral é saber, a princípio, que não existe empresa campeã se nela não trabalharem pessoas campeãs.
Roberto Shinyashiki – consultor e presidente da Editora Gente (com adaptações).
Segundo Chiavenato, desenvolvimento organizacional (D.O.), pode ser corretamente entendido como o esforço de longo prazo, apoiado pela alta direção, no sentido de melhorar os processos de resolução de problemas de renovação organizacional, particularmente por meio de um eficaz diagnóstico e da administração da cultura organizacional — com ênfase, em especial, nas equipes formais de trabalho, equipes temporárias e cultura intergrupal. Os pressupostos básicos para atingir tanto o perfil de empresa que atenda às características descritas no texto I quanto à definição de D.O. incluem
o indivíduo, o grupo, a organização e a comunidade, que são sistemas dinâmicos e vivos de adaptação, ajustamento e reorganização, e representam condição básica de sobrevivência em um ambiente em contínua mudança. São sistemas vivos, fechados, que independem de intercâmbios com o ambiente para sua sobrevivência e desenvolvimento.
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Gabarito
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Comentário do professor
Comentário: A afirmação está errada porque sugere que o desenvolvimento organizacional (D.O.) é um sistema fechado que não depende de intercâmbios com o ambiente. Na verdade, o D.O. deve ser visto como um sistema aberto, que interage com o ambiente externo e se adapta às mudanças. A eficácia do D.O. está na sua capacidade de responder a desafios externos e internos, promovendo a renovação organizacional através da comunicação e do aprendizado contínuo. Portanto, a sobrevivência e o desenvolvimento das organizações estão intrinsicamente ligados à sua capacidade de se relacionar e se adaptar ao ambiente em que estão inseridas.
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