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Questão FC178558

Júlio manejou procedimento de execução contra Marco com base em título executivo extrajudicial contendo obrigação de pagamento de quantia. Marco perdeu o prazo para embargos à exec

Do Processo de Execução (arts. 771 a 925)

Instituto AOCP · 2018

Júlio manejou procedimento de execução contra Marco com base em título executivo extrajudicial contendo obrigação de pagamento de quantia. Marco perdeu o prazo para embargos à execução e deixou de realizar o cumprimento da obrigação a ele imputada. Diante do exposto e de acordo com os ditames da legislação processual civil, assinale a alternativa INCORRETA.
  1. Caso Marco aliene seu patrimônio a fim de impossibilitar o pagamento da obrigação, poderá incorrer em fraude à execução, o que poderá gerar a ineficácia da alienação em relação ao exequente Júlio.
  2. As atitudes de Marco que dificultem a realização de penhora poderão ser classificadas como ato atentatório à dignidade da justiça, podendo acarretar em multa de até 20% (vinte por cento).
  3. Caso Marco aliene seu patrimônio a fim de impossibilitar o pagamento da obrigação, poderá incorrer em fraude contra credores, o que poderá gerar a anulação da alienação com efeitos erga omnes.
  4. Caso Marco houvesse manejado embargos à execução e obtido sucesso nesse procedimento com a declaração de inexistência da obrigação que deu ensejo à execução, Júlio teria a obrigatoriedade de ressarcir eventuais danos causados pelo procedimento executivo.
  5. Tendo-se em vista que Marco não manejou embargos à execução, Júlio pode desistir de toda a execução, independentemente da concordância de Marco.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Comentário: A alternativa C está correta ao afirmar que, se Marco alienar seu patrimônio com a intenção de impossibilitar o pagamento da obrigação, ele poderá incorrer em fraude contra credores. Isso se deve ao fato de que a legislação processual civil (art. 792 do CPC) entende que a alienação ou oneramento se torna uma manobra desleal do devedor para evitar o cumprimento de suas dívidas, reconhecendo que tal ato pode prejudicar os direitos do credor, o qual busca a satisfação de sua obrigação. Assim, a alienação poderá ser declarada ineficaz em relação ao exequente, no caso, Júlio, o que significa que Júlio poderá desconsiderar a alienação realizada por Marco. Além disso, a expressão erga omnes indica que essa anulação terá efeitos contra todos, ou seja, não apenas em relação a Júlio, garantindo uma proteção ampla aos credores contra práticas fraudulentas que buscam desviar ativos do alcance da execução.

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