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Questão FC210591

Carlos da Silva propôs ação de indenização por danos morais e materiais em face de Rolando Gomes, que teria colidido na traseira de seu veículo, ocasionando avarias no bem e lesões

Dos Processos nos Tribunais e dos Meios de Impugnação das Decisões Judiciais (arts. 926 a 1.044)

VUNESP · 2018

Carlos da Silva propôs ação de indenização por danos morais e materiais em face de Rolando Gomes, que teria colidido na traseira de seu veículo, ocasionando avarias no bem e lesões corporais no autor. A ação tramitou no juizado cível e foi julgada procedente para condenar o réu no ressarcimento dos danos materiais, mas foram afastados os danos morais. A decisão foi confirmada pela turma recursal, mas Carlos da Silva pretende insistir no recebimento da indenização pelos danos morais. Diante desses fatos, assinale a alternativa correta.

  1. Carlos poderá interpor recursos especial e extraordinário.
  2. É possível a interposição de recurso extraordinário.
  3. A decisão proferida no colégio recursal é sempre irrecorrível.
  4. A única medida processual cabível contra esse julgado são os embargos de declaração.
  5. Pode ser interposto recurso interno para o Tribunal de Justiça.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa correta afirma que é possível a interposição de recurso extraordinário. Isso se justifica pela natureza constitucional da matéria em questão, que diz respeito à indenização por danos morais, prevista no artigo 5º, X, da Constituição Federal. Esse artigo assegura o direito à indenização por ofensas à honra, imagem e vida privada das pessoas.

Quando Carlos da Silva teve o pedido de danos morais negado, ele não ficou sem opções processuais. O recurso extraordinário é um instrumento à disposição das partes para questionar decisões que possam ter violado direitos garantidos pela Constituição.

A Súmula 640 do STF clarifica que, em casos de decisão proferida por juiz de primeira instância ou por turmas recursais de juizados especiais, cabe sim a interposição de recurso extraordinário. Isso confirma que, mesmo em causas de menor complexidade que tramitam no juizado especial, as partes podem buscar a proteção de direitos constitucionais.

Dessa forma, Carlos da Silva pode, sim, recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão que excluiu os danos morais da condenação, buscando assim a tutela de seus direitos fundamentais.

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