FC ConcursosFC Concursos

Questão FC364801

Um sofisma é um argumento aparentemente lógico, mas que contém uma falácia intencional com o objetivo de persuadir ou enganar o interlocutor. Diferentemente das falácias cometidas

Lógica de Proposições

Instituto Consulplan · 2025

Um sofisma é um argumento aparentemente lógico, mas que contém uma falácia intencional com o objetivo de persuadir ou enganar o interlocutor. Diferentemente das falácias cometidas por erro ou ignorância, o sofisma é utilizado de maneira deliberada para induzir ao erro. Por exemplo, afirmar que “quem não trabalha tem muito tempo livre; se tempo é dinheiro, quem não trabalha é rico” é um sofisma, pois manipula conceitos para chegar a uma conclusão falsa.

(Disponível em: https://wwwp.uniriotec.br/. Acesso em: março de 2025.)

 

Durante uma reunião da Comissão de Finanças, um parlamentar argumentou contra a implementação de um novo imposto sobre produtos de luxo, fazendo a seguinte afirmativa: “Se aumentarmos os impostos sobre produtos de luxo, os ricos gastarão menos. Se os ricos gastarem menos, a economia será prejudicada. Portanto, aumentar impostos sobre produtos de luxo prejudica a economia”. Com base na situação hipotética descrita, sobre o argumento apresentado pelo parlamentar, analise as afirmativas a seguir.

 

I. O argumento é um sofisma, pois parte de premissas aparentemente lógicas para chegar a uma conclusão que pode não ser verdadeira.

 

II. O argumento utiliza a falácia da falsa causa, ao assumir que a redução de gastos dos ricos levará necessariamente a um prejuízo para a economia.

 

III. O argumento é válido, pois segue uma estrutura lógica coerente e baseada em premissas verdadeiras.

 

Está correto o que se afirma apenas em

  1. II.
  2. III.
  3. I e II.
  4. I e III.
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

Certo

Comentário do professor

O enunciado correto (I e II) indica que o argumento do parlamentar é, ao mesmo tempo, um sofisma e contém a falácia da falsa causa.

Como sofisma, a argumentação usa premissas que soam plausíveis — “aumentar impostos faz os ricos gastar menos; gastar menos prejudica a economia” — para conduzir a uma conclusão persuasiva. A intenção é induzir ao erro ao apresentar essa sequência como irrefutável.

Aqui entra a falácia da falsa causa: assume-se uma relação causal necessária entre redução do consumo dos ricos e prejuízo econômico sem evidência. Fatores compensatórios (transferência de renda, maior consumo de outras camadas, arrecadação) podem neutralizar ou inverter o efeito.

Portanto, o raciocínio é enganoso porque mistura premissas plausíveis com uma inferência causal não comprovada.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo