Questão FC401433
Na traumatologia forense, a identificação de equimoses pode ser caraterizada:
Medicina Legal
FEPESE · 2022
Na traumatologia forense, a identificação de equimoses pode ser caraterizada:
- Pela forma mais simples das lesões, hiperemiada e edemaciada, sendo fugaz, efêmera, passageira, e, por isso, o exame de corpo de delito deve ser feito rapidamente, sob risco de desaparecimento.
- Pelo arrancamento traumático da epiderme, com exposição da derme, sem, contudo, ultrapassá- la e com cicatrização por reepitelização.
- Pelas soluções de continuidade dos tecidos com bordos regulares, superficiais e profundo e hemorragia profusa.
- Pelas soluções de continuidade dos tecidos com esmagamento da epiderme e derme, de forma contusa e irregular.
- Pela infiltração do sangue nas malhas dos tecidos adjacentes à lesão. Em regra, ocorre pela ruptura de capilares, vênulas e arteríolas.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A equimose é o resultado do extravasamento sanguíneo para as malhas dos tecidos adjacentes à lesão, sem que haja necessariamente solução de continuidade na pele. Ocorre por ruptura de capilares, vênulas e arteríolas quando um agente contundente provoca rompimento dos vasos de pequeno calibre.
O sangue infiltra-se nos espaços intersticiais e causa a típica coloração cutânea: inicialmente vermelho-azulada, evoluindo para esverdeada (biliverdina) e depois amarelada (bilirrubina), conforme a degradação da hemoglobina.
Clinicamente e forensemente, a equimose indica ação vital (hemorragia real) e pode auxiliar na interpretação temporal e mecânica do trauma, embora a estimativa de tempo seja imprecisa devido a fatores locais e sistêmicos.
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