Questão FC401765
Em situação hipotética de morte por disparo de projétil de arma de fogo, pode-se afirmar que
Medicina Legal
IDECAN · 2023
Em situação hipotética de morte por disparo de projétil de arma de fogo, pode-se afirmar que
- os peritos criminais responsáveis pela busca de vestígios, em local de homicídio, não estão obrigados a recolher eventuais cartuchos ou estojos durante o levantamento, contanto que existam outros indícios capazes de identificar a arma utilizada na consumação do crime.
- o recolhimento das vestes do cadáver não tem importância pericial, já que o exame necroscópico fornecerá elementos suficientes para a determinação da distância em que houve a efetuação do disparo.
- ao retirar a arma do local de crime, o perito deve atentar às regras de segurança: deverá acionar o gatilho e proceder o disparo contra um anteparo seguro, realizar seu descarregamento, proceder seu desmuniciamento, realizar a desmontagem, identificar a arma e só então encaminhá-la para a balística forense.
- atualmente, ainda não se tem tecnologia suficiente para executar pesquisa de microvestígios orgânicos em projéteis de arma de fogo.
- as lesões produzidas por projéteis de alta energia apresentam maior destruição tecidual no alvo atingido, são mais profundas que as produzidas por projéteis de baixa energia e são capazes de explodir partes ósseas do corpo. Esse fenômeno se deve também à potencialização das ondas de choque e de pressão que se superpõem e ao efeito de cavitação temporária pulsante.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa aborda o efeito dos projéteis de alta energia sobre tecidos e ossos. A energia disponível para causar dano cresce muito com a velocidade, segundo a relação \(E_k=\tfrac{1}{2}mv^2\); assim, projéteis mais rápidos transferem mais energia ao alvo.
Essa energia produz não só a cavidade permanente (trajeto físico do projétil), mas sobretudo uma cavitação temporária — uma expansão e colapso bruscos do tecido ao redor do canal — que estica, rasga e separa estruturas próximas.
Além disso, há superposição de ondas de choque e de pressão que se propagam e amplificam o dano à distância do trajeto. O conjunto desses fenômenos explica por que lesões são mais profundas, com maior destruição tecidual e capacidade de fragmentar ou “explodir” partes ósseas.
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