Questão FC401976
Uma mãe se recusa a enterrar a filha dada como morta há cerca de 24 horas na zona rural da cidade de Luziânia: “Ela não está morta. Ela tem sinais de vida. Ela não está com a tempe
Medicina Legal
Instituto AOCP · 2022
Uma mãe se recusa a enterrar a filha dada como morta há cerca de 24 horas na zona rural da cidade de Luziânia: “Ela não está morta. Ela tem sinais de vida. Ela não está com a temperatura de morto. Acredito que minha filha está viva.” A Polícia Civil de Goiás foi acionada e, ao chegar ao local, o Delegado observou a presença de fenômenos cadavéricos que evidenciam o início da decomposição do corpo. Em relação à Tanatologia Forense, assinale a alternativa correta.
- A observação da mancha verde abdominal na fossa ilíaca caracteriza o início da fase de coloração em que se encontra o cadáver.
- O algor mortis da vítima caracteriza-se pela rigidez abrupta, generalizada e violenta, sem o relaxamento muscular.
- A avaliação da perda da consciência, da tonicidade do corpo, da sensibilidade e da motilidade caracterizam os sinais consecutivos de morte.
- Esse esfriamento cadavérico (rigor mortis) descrito pela mãe se dá pela falência do sistema termorregulador após a morte, surgindo uma tendência do corpo a equilibrar sua temperatura com o meio ambiente.
- Dentre os fenômenos observados, os livores cadavéricos são resultantes de muitos fatores decorrentes da supressão de oxigênio celular, impedindo a formação de ATP (ácido adenosínico-trifosfórico).
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Gabarito
A
Comentário do professor
A observação da mancha verde abdominal, tipicamente na fossa ilíaca direita, indica o início da fase de coloração da putrefação.
É um sinal cadavérico precoce de decomposição, causado pela ação de bactérias intestinais anaeróbias que produzem gases e compostos sulfurados.
O sulfeto de hidrogênio reage com a hemoglobina e tecidos, formando pigmentos esverdeados (por ex., sulfemoglobina), responsáveis pela coloração.
Essa alteração costuma aparecer cerca de 20–24 horas após a morte, variando conforme temperatura e ambiente.
Na tanatologia forense, essa mancha é usada como indicador do início da marcha putrefativa e auxilia na estimativa do intervalo pós-morte (IPM), sinalizando que o cadáver já se encontra em fase inicial de decomposição.
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