Questão FC402169
A aplicação de uma ou de várias técnicas na estimativa do dimorfismo sexual em humanos, nos proporciona um intervalo de certeza, e permite-nos classificar um determinado remanescen
Medicina Legal
IBFC · 2024
A aplicação de uma ou de várias técnicas na estimativa do dimorfismo sexual em humanos, nos proporciona um intervalo de certeza, e permite-nos classificar um determinado remanescente como sendo do sexo biológico feminino ou masculino. Considerando a afirmação acima, assinale a alternativa que apresenta uma técnica e a qual parte do esqueleto humano pode ser aplicada.
- Técnica de Klales – Crânio e mandíbula
- Técnica de Albanese – Pélve e fêmur
- Técnica de Walker – Vértebras
- Técnica de Ubelaker – Falanges distais de mãos
- Técnica de Di Gangi – Calcâneo e tálus
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Gabarito
B
Comentário do professor
A Técnica de Albanese combina observações morfológicas da pélve com medidas do fêmur para estimar o dimorfismo sexual. A pélve é o elemento mais dimórfico do esqueleto adulto, oferecendo caracteres visíveis (ex.: formato da cavidade pélvica, subpubic angle, incisura isquiática) que diferenciam, com boa sensibilidade, feminino e masculino.
O fêmur complementa com variáveis métricas (por exemplo, comprimento e diâmetro da cabeça femoral) que refletem dimorfismo corporal e aumentam a precisão. A integração de traços morfológicos e medidas permite aplicar modelos estatísticos (ex.: funções discriminantes \(D = aX_1 + bX_2 + c\)) e obter um intervalo de confiança para a classificação.
Em suma, Albanese utiliza a pélve como base diagnóstica e o fêmur como suporte métrico, resultando em estimativas mais robustas do sexo biológico em restos esqueléticos.
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