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Questão FC402319

Um profissional papiloscopista é designado para coletar as impressões digitais de um indivíduo morto há menos de duas horas para fins de identificação e levantamento de antecedente

Medicina Legal

Instituto AOCP · 2022

Um profissional papiloscopista é designado para coletar as impressões digitais de um indivíduo morto há menos de duas horas para fins de identificação e levantamento de antecedentes criminais. Durante o procedimento de coleta das digitais, o papiloscopista percebe a ausência das chamadas cristas, ou seja, saliências características da epiderme dos dedos, formadas por arcos, voltas e espirais. Ao se deparar com tal situação, o papiloscopista, imediatamente, infere os prováveis motivos para a ausência das impressões digitais. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta uma explicação plausível para a ausência de impressões digitais no corpo.

  1. Ausência de melanócitos entre a papila dérmica e o epitélio dos dedos, o que impede o crescimento das células de Langerhans na região do glomo papilar.
  2. Presença de adermatoglifia, doença originária de uma mutação genética em região do DNA que codifica a proteína chamada SMARCAD1.
  3. Comprometimento das células do glomo, estrutura vascular especial localizada em meio à derme papilar do canal de Suquet-Hoyer.
  4. Ausência dos chamados dermatoglifos, os quais se desenvolvem ainda no feto e se alteram ao longo de toda a vida.
  5. Escamação e danos à camada superficial das papilas de Vater-Pacini, afetando os corpúsculos de Meissner das polpas dérmicas.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Adermatoglifia é uma condição congênita causada por uma mutação genética que afeta a expressão da proteína SMARCAD1.

Durante o desenvolvimento embrionário, a ação dessa proteína participa da formação das cristas dermopapilares que resultam nas tradicionais impressões digitais.

Quando há mutação em SMARCAD1, essas cristas não se formam adequadamente, levando à ausência total ou parcial das cristas e, consequentemente, à falta de impressões digitais.

Para a perícia, isso significa que a técnica papiloscópica será inviável para a identificação do indivíduo, exigindo métodos alternativos (por exemplo, exame odontológico, DNA ou registros biométricos não dérmicos).

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