Questão FC402441
A atuação da antropologia forense, frente à ocorrência de desastres em massa, segue todo um comemorativo de atitudes e desencadeamento de ações que se inicia no momento em que se t
Medicina Legal
VUNESP · 2022
A atuação da antropologia forense, frente à ocorrência de desastres em massa, segue todo um comemorativo de atitudes e desencadeamento de ações que se inicia no momento em que se tem ciência do fato. Considerando os exames de cadáveres oriundos de desastres em massa, consoantes com a Declaração de Estocolmo, sobre a ética médica nos desastres em massa, é correto afirmar que a ação dos médicos legistas
- restringe-se ao exame das vítimas, bem como ao estabelecimento da identificação e estabelecimento da causa da morte.
- abrange o estabelecimento da identidade das vítimas, considerando apenas os estados de degradação, sem levar necessariamente em consideração os preceitos de treinamento sobre o atendimento às vítimas vivas.
- restringe-se ao exame das vítimas, bem como ao estabelecimento da identificação e estabelecimento da causa da morte, e manter distanciamento dos familiares a fim de manter a objetividade do exame.
- restringe-se ao exame das vítimas, bem como ao estabelecimento da identificação e estabelecimento da causa da morte, sendo o processo de identificação preconizado o fotográfico, com sobreposição de imagens.
- abrange o estabelecimento da identidade das vítimas, bem como o estabelecimento da causa da morte, respeitando as crenças, ritos e religiões das vítimas, agindo com toda imparcialidade.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa está correta por sintetizar as obrigações centrais do médico legista em desastres em massa segundo a Declaração de Estocolmo.
O papel pericial inclui o estabelecimento da identidade das vítimas e a determinação da causa da morte, tarefas realizadas por meio de protocolos de DVI (registro ante e post mortem, exames odontológicos, datiloscópicos, fotográficos e prontuário identificador).
Além do exame técnico, o perito deve preservar a dignidade dos corpos e colaborar na regularização dos óbitos, fornecendo informações essenciais para familiares e autoridades.
Por fim, a atuação exige respeito às crenças, ritos e religiões das vítimas e comportamento de total imparcialidade, conforme orienta a ética médica em desastres.
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