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Questão FC402490

Em junho de 2011, um menino de 11 anos de nome Juan foi morto na Grande Vitória. Seu desaparecimento durou duas semanas. Um corpo de criança foi encontrado, no mesmo período, em es

Medicina Legal

INSTITUTO ACESSO · 2019

Em junho de 2011, um menino de 11 anos de nome Juan foi morto na Grande Vitória. Seu desaparecimento durou duas semanas. Um corpo de criança foi encontrado, no mesmo período, em estado de putrefação, nas margens de um córrego, cerca de alguns quilômetros de distância do local do crime. Na perícia de local, a antropóloga forense identificou o cadáver como sendo de uma menina. Posteriormente, por meio de exame genético, comprovou-se que aquele cadáver era do menino de 11 anos. A antropóloga forense, para identificação daquele corpo, de acordo com sua faixa etária, não poderia utilizar o(s)/a(s):

  1. suturas cranianas afastadas.
  2. crânio braquicéfalo.
  3. radiografias das mãos.
  4. desenvolvimento de pelos pubianos.
  5. parâmetros morfológicos confiáveis.
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Gabarito

B

Comentário do professor

O crânio braquicéfalo descreve um tipo de formato craniano — mais largo e curto — caracterizado pelo índice cefálico. Esse índice é calculado por \(ICH = \frac{\text{largura máxima} \times 100}{\text{comprimento máximo}}\) e valores acima de 80 são classificados como braquicefalia.

Embora útil na análise de variabilidade populacional e, em alguns contextos, na inferência de ancestralidade, o formato craniano é predominantemente um traço genético/populacional e não um marcador confiável de idade ou de sexo em indivíduos subadultos.

Em crianças de 11 anos, as proporções cranianas já refletem diferenças individuais e populacionais mais do que etapas de desenvolvimento; por isso, o diagnóstico de “crânio braquicéfalo” não fornece informação segura para determinar a faixa etária ou a identificação em perícia forense.

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