Questão FC439802
Um motorista é abordado em uma blitz de “Lei Seca” e um agente de autoridade de trânsito o informa da necessidade da realização de um teste de alcoolemia com o uso do bafômetro. No
Código de Trânsito Brasileiro (CTB) - Lei nº 9.503/1997
FGV · 2025
Um motorista é abordado em uma blitz de “Lei Seca” e um agente de autoridade de trânsito o informa da necessidade da realização de um teste de alcoolemia com o uso do bafômetro. No entanto, o motorista se recusa a fazê-lo.
Sobre essa situação e sua relação com o bafômetro, analise as afirmativas a seguir.
I. O teste do bafômetro não é obrigatório, e o condutor pode se recusar a realizá-lo.
II. A recusa em realizar o teste gera as mesmas penalidades de quem é autuado por dirigir sob efeito de álcool.
III. O uso do bafômetro serve como prova direta para aplicação de penalidades administrativas e criminais.
Está correto o que se afirma em
- I, apenas.
- II, apenas.
- III, apenas.
- II e III, apenas.
- I, II e III.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
I: O teste do bafômetro não é compulsório. O condutor pode recusar por direitos à integridade física e à não autoincriminação, de modo que não há obrigatoriedade de soprar no aparelho.
II: A recusa, contudo, tem consequência administrativa equivalente à constatação de embriaguez ao volante. A legislação de trânsito prevê auto de infração e aplicação de penalidades administrativas (multa, suspensão do direito de dirigir e medidas de remoção/retenção do veículo) em casos de recusa.
III: O resultado do bafômetro constitui prova direta para fins administrativos e pode integrar a prova em esfera penal. Em processos criminais contra dirigir sob efeito de álcool, o exame do etilômetro ou outros exames técnicos servem como elemento probatório, ainda que possam ser impugnados quanto à forma e à cadeia de custódia.
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