Questão FC867994
Na análise pericial de um homicídio materno-infantil, o médico-legal usa DNA para contestar maternidade alegada, subsidiando a reconstrução de motivos criminosos. A característica
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FEPESE · 2026
Na análise pericial de um homicídio materno-infantil, o médico-legal usa DNA para contestar maternidade alegada, subsidiando a reconstrução de motivos criminosos.
A característica conceitual dos testes de DNA em maternidade contestada, frequentemente usada em investigações de infanticídio, é:
- A verificação de compartilhamento de alelos maternos em regiões hipervariáveis para validar ou refutar laços, essencial para identificar encobrimentos em cenas de mortes neonatais.
- A análise exclusiva de sequências repetitivas paternas sem referência materna, limitando a heranças unilaterais para desconsiderar mães em perícias de abandonos criminosos.
- O foco em eletroforese capilar obsoleta ignorando NGS moderno, priorizando separações básicas para atrasar conclusões em laudos de crimes contra vulneráveis.
- O exame de amostras degradadas postmortem sem correção forense, concentrando em fragmentos instáveis para comprometer acurácia em análises de corpos exumados.
- O estudo de perfis genéticos populacionais sem individualização, direcionando a estatísticas gerais para generalizar resultados em contextos de investigações familiares.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa descreve a base genética usada para contestar maternidade: comparar o compartilhamento de alelos entre mãe presumida e criança em regiões hipervariáveis, normalmente STRs autosômicos.
Na prática se analisa locus a locus; uma exclusão ocorre quando a criança apresenta um alelo impossível de ter sido herdado da mãe em um ou mais loci.
A confirmação é probabilística: calcula-se a razão de verossimilhança por locus e o Combined Maternity Index (CMI), \( \text{CMI} = \prod LR \), para quantificar suporte à maternidade ou à sua contestação.
Considera-se mutações pontuais e qualidade da amostra; em casos degradados emprega-se mtDNA como apoio, sabendo-se que sua discriminação é menor.
Esse enfoque permite identificar situações de encobrimento, troca ou ocultação de recém‑nascidos em investigações de homicídio materno‑infantil.
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