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Questão FC867998

Em uma investigação criminal de homicídio com delírios persecutórios, o psiquiatra forense classifica o transtorno para determinar a influência na conduta delituosa, afetando a imp

Sem classificação

FEPESE · 2026

Em uma investigação criminal de homicídio com delírios persecutórios, o psiquiatra forense classifica o transtorno para determinar a influência na conduta delituosa, afetando a imputabilidade penal.

 

O princípio fundamental da classificação de transtornos psicóticos em psicopatologia forense, enfatizando sua aplicação em contextos de crimes violentos, consiste na:

  1. Identificação de esquizofrenia paranoide via DSM-5 para avaliar perda de contato com a realidade, essencial para isentar ou atenuar penas em processos por atos impulsionados por alucinações.
  2. Ênfase em transtornos afetivos bipolares sem critérios psicóticos específicos, focando em oscilações de humor para validar sanidade em inquéritos de agressões impulsivas não delirantes.
  3. Priorização de distúrbios ansiosos isolados ignorando elementos alucinatórios, concentrando em fobias sociais para excluir psicose em perícias de violências domésticas rotineiras.
  4. Exclusão de avaliações neuropsicológicas limitando a relatos clínicos superficiais, direcionando a sintomas autorrelatados para simplificar laudos em investigações de delitos premeditados.
  5. Investigação de personalidades antissociais sem integração de sintomas psicóticos, orientando a traços comportamentais para negar delírios em contextos de crimes organizados.
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Gabarito

A

Comentário do professor

A alternativa ressalta a identificação de Esquizofrenia paranoide segundo o DSM-5 como passo central na perícia. Esse diagnóstico foca em sintomas como delírios persecutórios e alucinações, que indicam perda de contato com a realidade.

Na prática forense o objetivo é estabelecer se esses sintomas tiveram nexo causal com o homicídio, afetando a capacidade do agente de entender o caráter ilícito do fato ou de agir conforme esse entendimento. Avaliam-se cronologia dos sintomas, intensidade, insight e provas colaterais.

Se comprovado que as alucinações ou delírios impulsionaram a conduta, o laudo pode fundamentar a isenção ou atenuação da imputabilidade penal, sempre com justificativa técnica baseada nos critérios do DSM-5 e na correlação entre doença mental e comportamento criminoso.

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