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Questão FC868001

Durante a necropsia em um caso de morte infantil suspeita de espancamento, o médico-legal analisa radiografias para inferir lesões antigas, afetando a reconstrução cronológica do a

Sem classificação

FEPESE · 2026

Durante a necropsia em um caso de morte infantil suspeita de espancamento, o médico-legal analisa radiografias para inferir lesões antigas, afetando a reconstrução cronológica do abuso.

 

O achado radiológico característico da síndrome da criança espancada, comum em investigações de infanticídio, é de:

  1. Calcificações lineares uniformes sugerindo lesões únicas acidentais, priorizando consolidações rápidas para minimizar repetições em perícias de quedas domésticas isoladas.
  2. Fraturas metafisárias em estágios de consolidação variados indicando traumas repetidos, crucial para comprovar ciclos abusivos e qualificar dolo em ações penais por homicídio doloso.
  3. Anomalias congênitas ósseas sem evidências de traumas acumulados, focando em malformações genéticas para excluir abusos em inquéritos de síndromes hereditárias.
  4. Edemas periosteais agudos limitados a eventos recentes não crônicos, concentrando em inflamações passageiras para negar padrões em análises de contusões superficiais.
  5. Deslocamentos articulares espontâneos por hiperatividade infantil sem fraturas, orientando a mobilidades excessivas para desconsiderar violências em contextos de recreações.
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Gabarito

B

Comentário do professor

As fraturas metafisárias são lesões na região de crescimento dos ossos longos, típicas em lactentes pela aplicação de forças de tração e torção.

Radiologicamente aparecem como pequenos fragmentos em forma de canto ou "bucket-handle" e linhas de fratura perto da metáfise. A presença em estágios de consolidação variados indica que os episódios ocorreram em tempos diferentes.

Esse padrão é altamente sugestivo de traumas repetidos e, quando associado a história e exame clínico, afasta causas acidentais, especialmente em crianças não ambulantes.

Na prática pericial, documentar múltiplas fraturas em fases distintas permite reconstruir a cronologia dos abusos e é fundamental para demonstrar a reiteração da conduta, contribuindo para a valoração do dolo em processos penais.

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