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Questão FC868002

Durante a perícia em um caso de lesões recorrentes em criança com internações frequentes, o médico-legal identifica o transtorno na cuidadora para inferir abuso intencional, afetan

Sem classificação

FEPESE · 2026

Durante a perícia em um caso de lesões recorrentes em criança com internações frequentes, o médico-legal identifica o transtorno na cuidadora para inferir abuso intencional, afetando a qualificação como crime de tortura.

 

Assinale a alternativa que se refere corretamente à síndrome de Munchausen por procuração, comum em investigações de violência contra vulneráveis.

  1. Indução acidental de doenças em filhos por negligência parental não dolosa, priorizando omissões culposas para minimizar intenções em perícias de abandonos emocionais não físicos.
  2. Transmissão genética de transtornos factícios a descendentes sem intervenções externas, focando em heranças familiares para excluir abusos em inquéritos de disputas por guarda.
  3. Reação alérgica ambiental simulando patologias em menores sem motivações, concentrando em exposições involuntárias para negar dolo em análises de intoxicações acidentais.
  4. Condição autoimune materna afetando fetos in utero sem ações pós-natais, orientando a etiologias pré-natais para desconsiderar procuração em contextos de negligências pré-parto.
  5. Fabricação de sintomas em dependente para ganhar simpatia médica, crucial para comprovar maus-tratos disfarçados e recomendar remoções judiciais em ações penais por crimes contra a infância.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

Síndrome de Munchausen por procuração é o quadro em que o cuidador fabrica ou induz sintomas em pessoa dependente, geralmente uma criança, com o objetivo de obter atenção, prestígio ou simpatia junto a profissionais de saúde.

O elemento central é o comportamento intencional do cuidador para produzir sinais ou relatar crises inexistentes, levando a exames, internações e procedimentos desnecessários.

Indícios periciais incluem discrepância entre história e achados objetivos, melhora clínica na ausência do cuidador, padrão de múltiplas internações e procedimentos repetidos, e busca de atenção por parte do protetor.

Para o médico-legal, o reconhecimento dessa síndrome é crucial para provar maus-tratos disfarçados e fundamentar medidas protetivas, como remoções judiciais, além de embasar imputações penais em crimes contra a infância.

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