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Questão FC868003

Durante a necropsia em um caso de homicídio por arma branca com lesões cervicais, o médico-legal adota incisão específica para preservar vestígios, afetando a reconstrução do mecan

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FEPESE · 2026

Durante a necropsia em um caso de homicídio por arma branca com lesões cervicais, o médico-legal adota incisão específica para preservar vestígios, afetando a reconstrução do mecanismo lesivo.

 

Assinale a alternativa que indica corretamente a técnica de incisão padrão na necropsia médico-legal, comum em investigações de traumas penetrantes.

  1. Incisão linear mediana exclusiva para abdômen ignorando regiões cervicais e cranianas, priorizando vísceras inferiores para minimizar exposições em perícias de intoxicações sistêmicas.
  2. Abordagem laparoscópica minimamente invasiva sem dissecções amplas, focando em endoscopias para excluir traumas em inquéritos de mortes por causas indeterminadas.
  3. Incisão circular craniana isolada limitando a exames encefálicos não integrados, concentrando em cérebros para negligenciar tórax em análises de asfixias mecânicas.
  4. Incisão em Y de Rokitansky para acesso amplo a cavidades sem alterar lesões externas, crucial para examinar trajetórias e coletar projéteis em ações penais por lesões corporais fatais.
  5. Técnica de Virchow modificada para remoções sequenciais sem preservação de contextos, orientando a extrações isoladas para desconsiderar lesões em contextos de múltiplos traumas.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Incisão em Y de Rokitansky é a técnica padrão na necropsia médico-legal quando se precisa de amplo acesso às cavidades torácica e abdominal sem alterar a topografia das lesões externas.

Ao confeccionar a incisão em Y, cria-se um retalho cutâneo que permite exposição cuidadosa dos órgãos e trajetórias de projéteis ou instrumentos perfurocontundentes, facilitando a reconstrução do mecanismo lesivo e a coleta de vestígios.

Essa abordagem preserva a morfologia das lesões cervicais ou torácicas na pele e nos tecidos superficiais, evita seccionar feridas pré-existentes e possibilita documentação fotográfica e perícias posteriores.

É fundamental realizar dissecação atraumática e anotar cada etapa para manter cadeia de custódia e interpretação técnico-científica dos achados.

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