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Questão FC868009

Durante a necropsia em um caso de morte hospitalar suspeita de negligência criminal após trauma, o médico-legal identifica falências orgânicas para inferir causalidade iatrogênica,

Sem classificação

FEPESE · 2026

Durante a necropsia em um caso de morte hospitalar suspeita de negligência criminal após trauma, o médico-legal identifica falências orgânicas para inferir causalidade iatrogênica, afetando a tipificação como homicídio culposo.

 

Nesses casos, a síndrome da falência múltipla de órgãos, comum em investigações de erros médicos fatais, é caracterizada por:

  1. Reação autoimune localizada induzindo colapsos parciais sem progressões múltiplas, focando em anticorpos para excluir sepse em inquéritos de complicações pós-cirúrgicas acidentais.
  2. Disfunção progressiva de dois ou mais órgãos por resposta inflamatória sistêmica, crucial para provar sepse negligenciada e qualificar omissões em ações penais por falhas assistenciais.
  3. Falha isolada de um órgão principal por sobrecargas metabólicas não inflamatórias, priorizando insuficiências renais para minimizar sistêmicas em perícias de tratamentos inadequados não criminosos.
  4. Alteração hemodinâmica reversível por fluidos intravenosos ignorando disfunções orgânicas, concentrando em reposições para negar falências em análises de protocolos hospitalares.
  5. Patologia genética rara causando deficiências enzimáticas sem respostas inflamatórias, orientando a heranças para desconsiderar negligências em contextos de atendimentos emergenciais.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Falência múltipla de órgãos refere-se à disfunção progressiva de dois ou mais órgãos ocasionada por uma resposta inflamatória sistêmica, tipicamente secundária a sepse ou lesão extensa. Clinicamente aparece com comprometimento respiratório, circulatório, renal, hepático e hematológico.

Na esfera pericial, reconhecer esse padrão é crucial para demonstrar sepse negligenciada, porque indica uma sequência fisiopatológica compatível com evolução evitável. Exames laboratoriais (lactato, creatinina, bilirrubina, plaquetas), achados anatomopatológicos e culturas apoiam a correlação temporal entre a omissão assistencial e o desfecho.

Provar causalidade exige documentar início, progressão e excluir condições prévias suficientes para o quadro. Em investigações penais por falha assistencial, a presença de falência múltipla bem caracterizada fortalece a tipificação como homicídio culposo por omissão.

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