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Questão FC868010

Em uma investigação de morte violenta por colisão veicular com suspeita de dolo, o perito suspeita de Coagulação Intravascular Disseminada (CID) para analisar complicações hemorrág

Sem classificação

FEPESE · 2026

Em uma investigação de morte violenta por colisão veicular com suspeita de dolo, o perito suspeita de Coagulação Intravascular Disseminada (CID) para analisar complicações hemorrágicas, impactando a distinção entre causa imediata e contributiva.

 

A coagulação intravascular disseminada, aplicada à perícia criminal, é caracterizada pela:

  1. Inibição seletiva de fatores coagulantes por anticoagulantes exógenos não patológicos, orientando a terapias farmacológicas para validar tratamentos em perícias de acidentes não criminosos.
  2. Acumulação plaquetária localizada por lesões vasculares isoladas sem consumos sistêmicos, focando em agregações para excluir CID em inquéritos de colisões com lesões menores.
  3. Ativação patológica da cascata de coagulação levando a tromboses e hemorragias consumptivas, permitindo identificar traumas graves e fortalecer provas em casos de homicídios veiculares intencionais.
  4. Reação imunológica tardia induzindo fibrinólises excessivas, ignorando tromboses, concentrando em dissoluções para negar ativações em análises de traumas não hemorrágicos.
  5. Variação fisiológica hemostática por variações hormonais sem patologias traumáticas, direcionando a ciclos endócrinos para desconsiderar CID em contextos de mortes múltiplas.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Coagulação Intravascular Disseminada é a ativação patológica da cascata de coagulação que provoca formação de tromboses microvasculares paralelamente ao consumo de plaquetas e fatores, resultando em hemorragias consumptivas.

Fisiopatologicamente há deposição difusa de fibrina em pequenos vasos, esgotamento do sistema hemostático e sangramentos difíceis de controlar. Achados laboratoriais típicos incluem elevação de D-dímero, prolongamento de PT/aPTT, redução de fibrinogênio e trombocitopenia.

No exame anatomopatológico observa‑se microtrombos e hemorragias em múltiplos órgãos. Na perícia criminal esse quadro indica trauma grave, podendo ser causa imediata ou fator contributivo do óbito.

O perito deve correlacionar necropsia, exames laboratoriais e cena para reforçar a causalidade em casos de homicídio veicular intencional.

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