Questão FC868011
Na elaboração de laudo pericial para um caso de agressão fatal com evolução para falências orgânicas, o médico-legal correlaciona estágios para determinar negligência pós-agressão,
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FEPESE · 2026
Na elaboração de laudo pericial para um caso de agressão fatal com evolução para falências orgânicas, o médico-legal correlaciona estágios para determinar negligência pós-agressão, subsidiando agravantes penais.
A inter-relação entre choque e Síndrome da Falência Múltipla de Órgãos (SFMO), frequentemente usada em investigações de violências prolongadas, é de:
- Choque neurogênico que reverte SFMO por vasodilatações compensatórias não inflamatórias, priorizando recuperações espontâneas para minimizar evoluções em perícias de agressões não fatais.
- Choque hipovolêmico que progride para SFMO por isquemia multiorgânica e inflamação, essencial para cronometrar evoluções e qualificar crueldade em processos por lesões corporais graves culposas.
- Choque anafilático que isola SFMO em respostas alérgicas sem isquemias generalizadas, focando em histaminas para excluir progressões em inquéritos de exposições ambientais acidentais.
- Choque cardiogênico que limita SFMO a falhas cardíacas ignorando inflamações sistêmicas, concentrando em bombas cardíacas para negar inter-relações em análises de infartos pós-trauma.
- Choque distributivo que desassocia SFMO de isquemias por redistribuições vasculares, orientando a sepse precoce para desconsiderar choques em contextos de infecções não traumáticas.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Choque hipovolêmico inicia redução do débito cardíaco e perfusão tecidual. A hipóxia celular contínua gera isquemia multiorgânica, ativação da resposta inflamatória sistêmica e disfunção endotelial.
Essa sequência evolui para SFMO quando múltiplos órgãos perdem a capacidade de manter homeostase por lesão isquêmica e mediadores inflamatórios, frequentemente acompanhada de coagulopatia e falência respiratória, renal e hepática.
No exame médico-legal, reconhecer essa progressão é essencial para cronometrar evoluções: correlaciona o tempo entre agressão, instalação do choque e óbito, permitindo avaliar omissões terapêuticas.
Assim, a comprovação de choque que progride para SFMO por isquemia e inflamação subsidia a avaliação de negligência pós-agressão e pode qualificar crueldade em processos por lesões corporais graves culposas.
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