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Questão FC868012

Em uma perícia de morte por infecção pós-traumática com suspeita de homicídio por omissão, o especialista analisa a Coagulação Intravascular Disseminada (CID) para estabelecer nexo

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FEPESE · 2026

Em uma perícia de morte por infecção pós-traumática com suspeita de homicídio por omissão, o especialista analisa a Coagulação Intravascular Disseminada (CID) para estabelecer nexo causal, afetando a tipificação como crime continuado.

 

A associação entre coagulação intravascular disseminada e choque séptico, aplicada à elucidação forense, é de que a:

  1. CID inibida por antibióticos em choque séptico reverte hemorragias consumptivas, permitindo tratamentos precoces para minimizar associações em perícias de infecções hospitalares acidentais.
  2. CID isolada de choque séptico por ativações virais não bacterianas, focando em viroses para excluir endotoxinas em inquéritos de comorbidades infecciosas não traumáticas.
  3. CID desencadeada por endotoxinas em choque séptico leva a falências hemorrágicas, auxiliando na comprovação de negligências e autoria em ações penais por sepse criminosa negligenciada.
  4. CID limitada a tromboses venosas, ignorando hemorragias em choque distributivo, concentrando em coágulos periféricos para negar associações em análises de embolias pós-trauma.
  5. CID dissociada de choque por mecanismos fibrinolíticos autônomos não sépticos, orientando a dissoluções espontâneas para desconsiderar infecções em contextos de traumas menores.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Coagulação Intravascular Disseminada (CID) em choque séptico resulta da liberação maciça de endotoxinas bacterianas que ativam a cascata de coagulação sistêmica, levando à formação de microtrombos e ao consumo de plaquetas e fatores de coagulação.

Essa sequência provoca falências hemorrágicas: sangramentos difusos por consumo coagulopático simultâneo à isquemia orgânica provocada por microtrombos. Laboratorialmente observa-se plaquetopenia, tempo de protrombina e TTPA prolongados, fibrinogênio reduzido e D-dímero elevado.

Na perícia, a identificação de CID em vítima com sepse grave corrobora o nexo causal entre a infecção e a morte, pois demonstra evolução fisiopatológica compatível com desfecho fatal.

Do ponto de vista criminal, essa comprovação auxilia a caracterizar negligência ou omissão no manejo, contribuindo para estabelecer autoria e tipificação penal quando a sepse foi evitável. A correlação temporal e documental é imprescindível.

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