Questão FC868012
Em uma perícia de morte por infecção pós-traumática com suspeita de homicídio por omissão, o especialista analisa a Coagulação Intravascular Disseminada (CID) para estabelecer nexo
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FEPESE · 2026
Em uma perícia de morte por infecção pós-traumática com suspeita de homicídio por omissão, o especialista analisa a Coagulação Intravascular Disseminada (CID) para estabelecer nexo causal, afetando a tipificação como crime continuado.
A associação entre coagulação intravascular disseminada e choque séptico, aplicada à elucidação forense, é de que a:
- CID inibida por antibióticos em choque séptico reverte hemorragias consumptivas, permitindo tratamentos precoces para minimizar associações em perícias de infecções hospitalares acidentais.
- CID isolada de choque séptico por ativações virais não bacterianas, focando em viroses para excluir endotoxinas em inquéritos de comorbidades infecciosas não traumáticas.
- CID desencadeada por endotoxinas em choque séptico leva a falências hemorrágicas, auxiliando na comprovação de negligências e autoria em ações penais por sepse criminosa negligenciada.
- CID limitada a tromboses venosas, ignorando hemorragias em choque distributivo, concentrando em coágulos periféricos para negar associações em análises de embolias pós-trauma.
- CID dissociada de choque por mecanismos fibrinolíticos autônomos não sépticos, orientando a dissoluções espontâneas para desconsiderar infecções em contextos de traumas menores.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
Coagulação Intravascular Disseminada (CID) em choque séptico resulta da liberação maciça de endotoxinas bacterianas que ativam a cascata de coagulação sistêmica, levando à formação de microtrombos e ao consumo de plaquetas e fatores de coagulação.
Essa sequência provoca falências hemorrágicas: sangramentos difusos por consumo coagulopático simultâneo à isquemia orgânica provocada por microtrombos. Laboratorialmente observa-se plaquetopenia, tempo de protrombina e TTPA prolongados, fibrinogênio reduzido e D-dímero elevado.
Na perícia, a identificação de CID em vítima com sepse grave corrobora o nexo causal entre a infecção e a morte, pois demonstra evolução fisiopatológica compatível com desfecho fatal.
Do ponto de vista criminal, essa comprovação auxilia a caracterizar negligência ou omissão no manejo, contribuindo para estabelecer autoria e tipificação penal quando a sepse foi evitável. A correlação temporal e documental é imprescindível.
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