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- FC890383
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- Órgãos: TJ SC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - Cargos: Psicólogo (TJ SC) · FGV · 2026
A atuação judicial e psicossocial em situação de risco envolvendo criança ou adolescente que manifesta o desejo de permanecer com o pai em contexto de abuso, mesmo após a fuga da m
A atuação judicial e psicossocial em situação de risco envolvendo criança ou adolescente que manifesta o desejo de permanecer com o pai em contexto de abuso, mesmo após a fuga da mãe em razão de violência doméstica, deve observar parâmetros legais e técnico-profissionais.
Nesse contexto, é correto afirmar que
- a manifestação de vontade da criança ou adolescente, ainda que em contexto de risco, possui caráter absoluto, impedindo a adoção de medidas coercitivas como a inversão de guarda, pois o princípio do melhor interesse da criança para o caso não permite relativizar sua autonomia e adiar a possibilidade da intervenção estatal.
- a inversão de guarda somente pode ser determinada após o trânsito em julgado da ação principal, sendo vedadas medidas urgentes com base em cognição sumária, tendo o psicólogo a responsabilidade de impedir o impacto emocional de uma interrupção abrupta de vínculo.
- a atuação do psicólogo judicial limita-se à descrição dos vínculos familiares, tendo capacidade técnica para sugestionar dinâmica de vínculo patológico e o risco psíquico e físico, traduzindo comportamentos em indicadores técnicos.
- em situação de risco grave à integridade física ou psicológica, a autoridade judiciária pode determinar medidas imediatas, como a inversão de guarda e retirada compulsória, com base em prova técnica psicossocial e no melhor interesse da criança.
- a existência de vínculo afetivo entre a criança e o genitor afasta, por si só, a possibilidade de caracterização de situação de risco, sob a fundamentação de a assistência afetiva fazer parte da proteção integral.
Gabarito
Gabarito: D
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Comentário do professor
Em situação de risco grave à integridade física ou psicológica, a autoridade judiciária pode adotar medidas imediatas para proteger a criança ou adolescente, vislumbrando a urgência e a prioridade da proteção.
Entre essas medidas estão a inversão de guarda e a retirada compulsória, quando demonstradamente necessárias para interromper a exposição ao risco. Tais providências devem ser fundamentadas em prova técnica psicossocial, produzida por equipe multiprofissional.
O fundamento central é o melhor interesse da criança, com decisões motivadas, proporcionais e preferencialmente temporárias, sujeitas a reavaliação técnica e judicial conforme a evolução da situação.