Questão FC210346
Nicolas anunciou, em rede social, que turbaria a posse de um imóvel de Igor. Este, por sua vez, para defender sua posse, ajuizou ação de reintegração de posse contra Nicolas. De ac
Do Processo de Conhecimento e do Cumprimento da Sentença (arts. 318 a 770)
FCC · 2022
Nicolas anunciou, em rede social, que turbaria a posse de um imóvel de Igor. Este, por sua vez, para defender sua posse, ajuizou ação de reintegração de posse contra Nicolas. De acordo com o disposto no Código de Processo Civil, provado o fato, o Juiz deverá
- conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado proibitório, cominando a Nicolas pena pecuniária caso moleste a posse de Igor.
- indeferir a petição inicial, porque, em tendo havido turbação, Igor deveria ter ajuizado ação de manutenção de posse, não de reintegração.
- indeferir a petição inicial, porque o mero receio de turbação não confere direito à tutela possessória.
- conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado de manutenção de posse, não obstante tenha Igor ajuizado ação de reintegração de posse.
- conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado de reintegração de posse.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa correta propõe que, diante da situação apresentada, o juiz deve conhecer do pedido e determinar a expedição de mandado proibitório, cominando a Nicolas uma pena pecuniária caso ele moleste a posse de Igor.
Essa decisão está em consonância com o Código de Processo Civil, especificamente o art. 567, que estabelece que o possuidor que teme ser molestado na posse pode solicitar ao juiz uma providência que o proteja dessa ameaça. Nesse contexto, o juiz atuará de forma a prevenir a turbação da posse, antes que ela se concretize.
A expedição de mandado proibitório é uma medida correta, pois visa inibir ações futuras que possam prejudicar a posse, alinhando-se à ideia de que a proteção possessória deve ser imediata e eficaz. O juiz, ao determinar essa proteção, comina ao réu (Nicolas) a aplicação de uma multa pecuniária, o que serve como um desincentivo a ações que causem perturbações na posse de Igor.
Além disso, esse entendimento é praticado sob o princípio da fungibilidade das ações possessórias, que permite que a propositura de uma ação em vez de outra não impeça o juiz de conhecer do pedido e conferir a proteção adequada, conforme o art. 554 do CPC.
Portanto, ao conhecer do pedido e elaborar a proteção cabível, o juiz atua de forma a equilibrar as relações possessórias e garantir que o possuidor se mantenha seguro contra ameaças à sua posse.
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