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Questão FC230593

A Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (DPE-ES) recebe diariamente pessoas alegando que estão recebendo descontos em suas aposentadorias em decorrência de empréstimos con

Dos Processos nos Tribunais e dos Meios de Impugnação das Decisões Judiciais (arts. 926 a 1.044)

FCC · 2023

A Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (DPE-ES) recebe diariamente pessoas alegando que estão recebendo descontos em suas aposentadorias em decorrência de empréstimos consignados que não foram contratados e dos quais não reconhecem a autenticidade da assinatura. Tal fato resulta na Judicialização de inúmeras demandas individuais para a declaração de inexistência do débito contra essa determinada financeira e, em grande parte dessas demandas, a controvérsia precisa ser verificada por meio de prova pericial, sendo que nenhuma das ações está em julgamento na segunda instância (Tribunal de Justiça do Estado do ES - TJES). Diante da natureza de tal controvérsia,

  1. é cabível a instauração de Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas ao juízo do primeiro grau competente para as demandas, e a DPE-ES tem legitimidade para fazê-lo em seu próprio nome.
  2. não se mostra possível a instauração do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas, uma vez que se faz necessário que exista efetiva repetição dos demandantes em andamento na segunda instância da Justiça local.
  3. não se mostra possível a instauração do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas, uma vez que este se destina à resolução das controvérsias unicamente de direito.
  4. é cabível a instauração do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas no âmbito do TJES, mas a DPE-ES não tem legitimidade para fazê-lo em seu próprio nome.
  5. é cabível a instauração do Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas no âmbito do TJES, e a DPE-ES tem legitimidade para fazê-lo em seu próprio nome.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

A alternativa aponta corretamente que não é possível instaurar o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) no caso descrito, porque o incidente se destina a controvérsias unicamente de direito.


Na hipótese, a controvérsia envolve a verificação da autenticidade de contratos e assinaturas, o que demanda prova pericial e apreciação de fatos e provas. Assim, não se trata de questão abstrata ou puramente jurídica passível de resolução uniforme sem exame probatório individual.


O fundamento vem do art. 976 do CPC: o IRDR exige, entre outros requisitos, que a controvérsia seja unicamente de direito, o que afasta sua aplicação quando a solução depende de prova técnica ou factual.

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