Questão FC230668
O Estado Sigma ajuizou ação, pelo rito comum, contra sociedade empresária com quem firmou contrato administrativo, visando a discussão de cláusulas e a restituição de parte dos val
Dos Processos nos Tribunais e dos Meios de Impugnação das Decisões Judiciais (arts. 926 a 1.044)
FCC · 2024
O Estado Sigma ajuizou ação, pelo rito comum, contra sociedade empresária com quem firmou contrato administrativo, visando a discussão de cláusulas e a restituição de parte dos valores pagos. O pedido é julgado improcedente em primeira instância, resultado mantido em grau recursal com o desprovimento, por votação unânime em julgamento colegiado, do recurso de apelação interposto pelo Estado. A solução da controvérsia tem como questão principal a interpretação de determinado dispositivo de lei federal, sendo certo que o Estado, em suas razões de apelação, apontou a existência de julgado da 10 Câmara do Tribunal Estadual local, que adotou a interpretação X — favorável à tese defendida pelo Estado; a 2a Câmara do mesmo Tribunal, ao manter a improcedência do pedido, optou pela interpretação Y, única outra possível juridicamente. Para buscar a reversão do resultado, e considerando descartada a possibilidade de interposição de embargos de declaração, a Procuradoria-Geral do Estado Sigma deverá
- “interpor agravo interno, a fim de provocar a manifestação de órgão superior do próprio Tribunal.
- formular pedido de uniformização de interpretação de lei, para solução da discrepância de interpretação no âmbito interno do Tribunal.
- manejar embargos de divergência, baseados na discrepância de interpretação da questão pelas Câmaras, a fim de esgotar as vias recursais ordinárias.
- apresentar recurso extraordinário, com exclusividade por se tratar de matéria prejudicial, baseado na alegação de ofensa ao princípio constitucional da legalidade.
- “interpor recurso especial, baseado na contrariedade à lei federal decorrente da adoção da interpretação Y.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa correta indica a interposição de recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça.
É cabível quando a decisão de tribunal estadual, em única ou última instância, contraria lei federal (CF, art. 105, III, a). Aqui, a Câmara que julgou o recurso adotou a interpretação Y, que, segundo a Procuradoria, afronta a norma federal aplicável; assim há fundamento legal para o recurso.
Importante distinguir a hipótese: não se trata de simples divergência interna de interpretações entre Câmaras, mas de decisão que, na visão do recorrente, está em contrariedade à lei federal, razão que autoriza o exame pelo STJ.
Portanto, a PGE deve interpor o recurso especial, fundamentando a violação da lei federal pela interpretação adotada.
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